O prefeito de Cascavel Salazar Barreiros (PPB) diz que, para o município, não há mais o que discutir em relação à construção do novo aeroporto em uma área desapropriada na Fazenda Piquiri. A destinação de parte da fazenda para construção do aeroporto está gerando impasse entre prefeitura, Copel e famílias que terão terras alagadas pela barragem da Hidrelétrica de Salto Caxias e devem ser reassentadas no local.
As famílias não aceitam conviver com o aeroporto por entenderem que ele representará risco de segurança e à atividade produtiva. A Copel desconhecia a existência de um decreto municipal desapropriando a área e a prefeitura não considera a possibilidade de outro local para a obra.
O atual aeroporto, próximo de bairros, não pode ser ampliado e sua localização é inadequada em relação aos ventos predominantes. Salazar acha que os agricultores ‘‘estão exagerando nas argumentações’’ porque não haveria os riscos que alegam.
O prefeito observa que o projeto foi específico para a fazenda, elaborado pelo próprio Ministério da Aeronáutica. Ele garante que já há recursos de R$ 2 milhões para a obra, previstos no Orçamento do Estado para este ano. Além disso, estão sendo viabilizados recursos federais de R$ 17 milhões.
Segundo Salazar, o problema com os agricultores não foi causado pelo Município. ‘‘Por isso, cabe a Copel e ao governo discutir com eles a questão do reassentamento.
A origem do conflito está em um decreto de 1991, durante o primeiro mandato de Salazar Barreiros, declarando de utilidade pública para fins de desapropriação 194,40 hectares da fazenda, com o fim específico de construção do novo aeroporto.
No ano passado, a Copel comprou áreas para reassentar agricultores que terão de deixar as margens do Rio Iguaçu devido aos alagamentos que ocorrerão no final do ano que vem, quando serão fechadas as comportas da usina de Salto Caxias. Uma das áreas escolhidas foi a Fazenda Piquiri, com 2.731 alqueires, localizada na margem da BR-369.
A Folha tentou obter explicações junto à direção da empresa, em Salto Caxias. A resposta foi de que o caso está sendo estudado e não há ainda uma posição oficial.

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