O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro, afirmou ontem que a única alternativa imediata e provisória para solucionar o problema da falta de vagas nas cadeias de Londrina é a adaptação de algumas salas dos Distritos Policias (DPs) que seriam transformadas em celas. Ontem à tarde, o delegado-chefe de Londrina, Gilson Algauer Garret, disse que aguardava parecer do juiz corregedor de presídios, Roberto do Valle para dar início as obras de adequação. Desde segunda-feira sete presos estão no Centro de Triagem da Polícia Militar aguardando vagas nas cadeias.
Ribeiro disse que encomendou um estudo sobre a possibilidade de adaptar salas usadas nos DPs para serviços administrativos em celas.‘‘Pedi um levantamento desses espaços, onde pretendemos colocar grades nas janelas e nas portas. No momento, só temos essa alternativa’’, afirmou.
O juiz Roberto do Valle explicou que não aprova a alternativa porque não há policiais para fazer a guarda das ‘‘celas improvisadas’’ e porque teme que com essa medida a obra da Cadeia Pública não seja concluída no prazo previsto. ‘‘Não posso concordar com isso. A saída imediata para resolver esse problema é arrumar advogados para que se possa fazer uma triagem que vai definir quem deve permanecer preso e quem deve ser solto’’, disse o juiz.
Desde o início do mês os quatro DPs de Londrina que mantêm carceragens estão interditados pela Justiça por causa da superlotação. Cerca de 150 presos já foram transferidos.

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