Salários preocupam magistério
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de junho de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
A questão salarial é a maior preocupação dos cerca de 400 professores que participaram no final de semana, em Maringá, das discussões sobre o Fundo de Valorização do Magistério, que começa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 98. A reunião foi organizada pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), mas levou ao auditório do clube Acema apenas os representantes dos 29 municípios da região de Maringá.
O fundo foi criado porque nem mesmo o governo Federal sabe quanto o setor público investe no ensino do 1º grau, segundo folheto distribuído aos presentes e assinado pelo ministro da Educação, Paulo Renato de Souza. Com o fundo, explica a prefeita de Mandaguari e presidente do Conselho Permanente de Educação da AMP, Maria Inês Botelho, o Estado quer eliminar a distância entre os municípios que investem em educação e os que não investem no setor. Vamos tentar uniformizar os gastos.
A partir de 1999, todo o sistema do ensino infantil e de 1ª a 4ª série deverão estar sob responsabilidade do município. Na verdade, o fundo significa o início da municipalização do ensino. Cada cidade vai ter de gastar 10% do que arrecada com educação infantil e 15% nas quatro primeiras séries, diz Maria Inês.
O folheto do MEC diz que a criação do fundo vai alocar recursos para resolver o problema grave dos baixos salários dos professores. O chefe de gabinete da Prefeitura de Tapejara, Alcides Oliveira, lembra que este é o primeiro passo para resolver o problema.


