Nos últimos três meses, 27 médicos pediram demissão do HU devido aos baixos salários, que oscilam entre R$ 600,00 e R$ 900,00, com carga horária de 80 horas mensais. O hospital tinha 90 médicos. Ficaram 63 - 17 clínicos, 14 cirurgiões, 13 pediatras, dez ortopedistas e nove ginecologistas.
‘‘O HU se transformou num caos, com pacientes no chão dos corredores. Temos que unir forças e pedir ao governo do Estado que libere verbas para o setor.
Os salários são muito baixos. Ninguém quer trabalhar no HU’’, diz o diretor-superintendente em exercício do HU, Esmeraldo Costa Filho.
Ontem, Costa Filho enviou ofícios ao secretário municipal de Saúde, à Reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e à Promotoria Pública avisando que entre os dias 26 e 31 deste mês o HU não terá pediatras de plantão.
A pediatria é o setor mais crítico do hospital. No final do ano passado, foi realizado um teste seletivo (contratação temporária) para cinco vagas na Pediatria. Apenas três médicos se candidataram.
Os três já pediram demissão devido ao baixo salário. ‘‘Receio que em fevereiro, quando será realizado um concurso público para médicos pediatras, também não apareçam candidatos.
Enquanto a crise não for resolvida, continuaremos a exportar pacientes do SUS para Mandaguari, Colorado, Mandaguaçu, Campo Mourão, Santa Fé, Arapongas, Ivaiporã e Londrina’’, concluiu Costa Filho.

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