Salário e horas trabalhadas podem não compensar
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quarta-feira, 20 de novembro de 1996
Da Sucursal 
Trabalhar em um navio de turismo é um sonho da maioria dos candidatos às vagas da Royal Caribbean. Mas nem todos que passaram nos testes pretendem deixar a família e o emprego atual para ficar seis meses em alto mar. A estudante Lúcia B.J. (o nome é fictício, ela preferiu não ser identificada) disse que foi selecionada, mas não vai trabalhar como garçonete. Tenho impressão que é um trabalho escravo, afirma.
Segundo ela, os recrutadores informaram que o salário fixo seria de R$ 500,00 para trabalhar de oito a 14 horas por dia. Lúcia dá aula de inglês e diz que financeiramente o emprego não compensa. Posso ganhar mais no Brasil, acredita.
A estudante de Comércio Exterior, Melissa Bayer, 20 anos, está animada com o trabalho. Melissa diz que a experiência será importante para seu currículo profissional.
Melissa vai trabalhar como garçonete e ganhar cerca de R$ 500,00. Ela morou um ano nos Estados Unidos, onde trabalhou como garçonete.


