O salário de março atrasou para parte dos professores da rede estadual. Muitos que estão trabalhando em regime de aulas extraordinárias tiveram problemas de pagamento. Eles estão sendo orientados a procurar o Núcleo Regional de Educação. Vários pedidos de aulas extraordinárias foram aprovados após o dia 10 de março e, nestes casos, o pagamento não pôde ser incluído na folha de pagamento do mês. Os professores acabaram não recebendo. ‘‘Vamos ter de verificar caso a caso o que aconteceu para solucionar o problema’’, explica a chefe do Núcleo Regional de Educação, Maria Genoveva Bellucci.
O Núcleo Regional de Educação de Londrina não tem uma estimativa de quantos professores estão nesta situação. Até o final da semana passada, segundo a chefe do Núcleo, apenas quatro professores tinham apresentado reclamação ao órgão. Genoveva explica que os professores que trabalham em regime de 20 horas-aula podem pedir mais 20 horas-aula dentro do ciclo básico (de 1ª a 4ª série).
A professora e orientadora educacional Eliane Maria Torelli, estatutária desde 1992, por exemplo, recebeu apenas R$ 281,39. O seu salário básico por 20 horas semanais é de R$ 593,38. Eliane Torelli deveria ter recebido cerca de R$ 1.000,00, porque está lecionando em dois colégios, completando 40 horas semanais.
Como o pedido de aulas extraordinárias da professora só foi aprovado depois do dia 10 de março, a Secretaria de Educação entendeu que ela recebeu indevidamente as aulas extraordinárias no salário de fevereiro e descontou o valor no pagamento de março. ‘‘Quando vi o depósito do salário do mês na minha conta não acreditei. Pensei que o banco tivesse errado. Mas a agência confirmou o valor do crédito e informou que o mesmo tinha acontecido com muitos outros’’, conta a professora.
Eliane Torelli diz que procurou a Secretaria Estadual de Educação, mas foi informada que a situação só seria resolvida parceladamente. ‘‘Na Secretaria de Educação disseram que a culpa não é deles. De quem é então? O que vou dizer para os meus credores?’’

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