Sala Nishinomiya atrai leitores de várias cidades
''No começo era só uma estante, com livros doados por moradores da cidade de Nishinomiya, do Japão'', explica Jane Cristina Marcucci, diretora da Biblioteca Pública, que em 1995 fundou a Sala Nishinomiya em homenagem aos japoneses, com mais de cinco mil exemplares.
Com a ampliação do acervo geral da Biblioteca, o local se tornou referência para pesquisadores, estudantes e adeptos da leitura japonesa. Porém, o espaço físico passou a ficar cada vez mais reduzido e a Sala Nishinomiya teve que ser transferida para a sede da Aliança Cultural Brasil-Japão, na Rua Paranaguá, há dois anos.
''O que foi muito bom, pois no mesmo período, a Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel) também doou o acervo de livros para a Aliança. O lugar acabou concentrando tudo o que se refere à leitura japonesa'', comenta Jane.
O acervo atrai gente até de cidades vizinhas, como Tsutomu Miyoshi, de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio). Com 83 anos, Miyoshi é um exemplo para muita gente. ''Leio uma média de cinco livros por mês. Mas como moro em Bandeirantes, quando vou para Londrina aproveito e já pego uns 20'', conta.
E livros para agradar a todos os gostos é o que não falta à Sala Nishinomiya. Entre tantas raridades, uma das obras que desperta a atenção até de quem não sabe ler japonês é a biografia da família imperial do Japão, que traz uma série de imagens. Até a famosa coleção Seleções é encontrada no local, mas em japonê, é claro. Também é possível encontrar os livros do escritor americano Sidney Sheldon. (M.O.)
Serviço
Para retirar livros é preciso fazer um cadastro, de segunda a sexta, em horário comercial e aos sábados, das 8h às 12h. Mais informações pelo fone (43) 3324-6418





