Sala em delegacia provoca polêmica entre civis e militares
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de maio de 1997
Da Redação 
O Sindicato da Polícia Civil de Londrina (Sindipol) conseguiu paralisar as obras que a Polícia Militar vinha realizando na 10ª Subdivisão Policial (SDP) para a triagem e entrega de presos. O delegado-chefe da Subdivisão, Leonyl Ribeiro, chegou a autorizar a reforma mas depois voltou atrás.
A discussão vinha se prolongando há quinze dias, quando foram iniciadas as obras. A sala fica ao lado da entrada lateral da 10ª SDP, na rua Brasil.
Não existe motivo para a PM vir se instalar aqui. Isto para mim é uma intromissão, pois garanto que os PMs não deixariam instalar uma delegacia dentro do batalhão, afirmou Ralph Green de Oliveira, presidente do Sindipol. Ele ressaltou que, em vez de estar reformando a sala, a PM deveria achar um local nos distritos, onde os policiais civis fazem a guarda de presos sozinhos.
Na tentativa de amenizar a situação, o delegado Leonyl Ribeiro se reuniu com os policiais, na sede do sindicato, na última quinta-feira. Na reunião não se chegou a nenhuma conclusão e a PM continuou as obras. Na sexta-feira, Leonyl reuniu-se novamente no sindicato e foi intimado a não permitir que a reforma continuasse.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Marino Ari Burille, disse que não existe desavenças entre as duas polícias, mas apenas falta de melhor informação por parte do sindicato. A sala vai servir para as duas polícias e vai facilitar nosso trabalho. Além da reforma, na sala será instalada uma linha telefônica direta com o quartel. Segundo o comandante, a linha iria suprir a falta de telefones da 10ª SDP. Burille espera que o Sindipol reveja sua posição.
(Paulo Ubiratan)


