Sala de Imagem e Som receberá climatização
Londrina - No dia 15 de outubro de 2011, uma chuva torrencial destelhou o Museu Histórico Padre Carlos Weiss, e isso provocou uma enorme infiltração na Sala de Imagem e Som Eugênio Brugin, onde são guardados vários documentos, negativos, cromos e fotografias históricas da cidade. Isso fez com que a parede ficasse embolorada e colocasse em risco todo o material, que possui quase 30 mil fotografias.
O local permaneceu sem reparos por muito tempo e só há um ano e meio recebeu as devidas correções, com o auxílio da prefeitura do campus da Universidade Estadual de Londrina. O primeiro passo foi consertar o telhado e depois consertar e curar a parede. "Temos uma dívida de gratidão com a equipe que fez esse trabalho devido ao cuidado com que ele foi executado. Por ser um prédio histórico, foram necessários carpinteiros, pedreiros e pessoal que tratou os fungos para não prejudicar o acervo", afirma Regina Célia Alegro, curadora do museu.
A UEL já licitou, escolheu a empresa e agora está em fase de formalização de contrato para que em pouquíssimo tempo a Sala de Imagem e Som Eugênio Brugin seja climatizada. "Nós seguimos o padrão Funarte de conservação de fotografias e com a climatização seguiremos o protocolo completo deles. Para nós é uma conquista. Esta climatização será realizada com recursos da pós-graduação do Departamento de História da UEL. O valor do investimento será de R$ 15 mil e (o sistema) basicamente controlará a temperatura e controle de umidade. Esse equipamento permitirá uma conservação melhor, dará uma sobrevida aos documentos, dependendo das condições em que esses materiais chegarem até aqui", explica.
Sobre os demais problemas que o Crea havia detectado, a curadora destaca que a equipe de engenheiros da UEL fez a avaliação da instalação elétrica e adotou outras medidas para evitar um incêndio como o do Teatro Ouro Verde. "Isso nos deu tranquilidade de que estava tudo ok. Depois da inspeção do Crea instalamos detectores de fumaça e câmeras de segurança que podem ser monitoradas por um vigilante por uma central que permitiria a identificação de qualquer intercorrência na hora, como um incêndio", descreve.
Um dos grandes problemas do museu é a falta de espaço, que já chegou ao seu limite tanto para o armazenamento de documentos e fotografias como de objetos. Tanto que um barracão do antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC) está servindo como depósito de parte da reserva técnica do museu. "Nós estamos buscando outros espaços públicos que possam ser cedidos e que possam abrigar esse material." Ela afirma que os interessados em contribuir com o museu podem ligar para o telefone (43) 3323-0082 ou podem ajudar por meio da Associação dos Amigos do Museu. Clientes da Sercomtel podem doar pela fatura telefônica, pela qual serão faturados R$ 10 todo mês. (V.O.)





