Saída de garagem exige cuidado redobrado
Londrina - No final de abril, a pensionista Madalena Noé, de 64 anos, sofreu um acidente na saída de um estacionamento localizado na Rua Goiás, quase esquina com a Rio de Janeiro, no centro de Londrina. Ela foi atingida por um Voyage que deixava o estabelecimento e atingiu as pernas da vítima. O resultado foi uma fratura exposta na tíbia.
"Não foi nada grave. Ele bateu na minha perna e eu caí. O carro dele nem amassou. Ele não me viu e tirou o carro do meu lado porque outro carro iria entrar no estacionamento", relatou.
Madalena garante que não fez nada de errado, e que parou a uma certa distância do veículo, mas não contava que o motorista fizesse uma manobra na direção dela. "Se ele saísse reto nem me atingiria. Mesmo estando certa, acabei atingida", lamentou. "Agora vou passar a parar bem antes da saída do estacionamento", afirmou.
O caso de Madalena não é o único. Existem vários processos na Justiça por acidentes em saídas de garagens. Por vezes acontecem quando o motorista sai da vaga utilizando a marcha à ré. Ou, como no caso de Madalena, o motorista não percebe a aproximação do pedestre e avança com o carro.
Segundo Noedy Bertazzi, chefe da Divisão de Programas Educativos do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), o motorista não pode sair de vagas de garagens ou estacionamentos desatento, caso contrário pode atingir pedestres, principalmente crianças e idosos. "Convém sinalizar para o pedestre que está saindo da garagem para que o pedestre saiba que o carro está saindo. O pedestre, por sua vez, também precisa redobrar a sua atenção nas saídas de veículos. Geralmente as garagens e saídas de estacionamento possuem sinalização", apontou.
Noedy ressalta também que os motoristas devem tomar cuidado ao sair de marcha à ré, devido à possibilidade do pedestre ficar posicionado em um ponto cego. "Muitas vezes o pedestre está desatento e é quando os acidentes acontecem", expôs.
Também há casos em que o motorista não tem um bom controle do veículo e acaba acelerando de uma vez para sair de garagens subterrâneas, colocando em risco os pedestres.
Este ano já foram registradas cinco mortes por atropelamentos na área de abrangência do Corpo de Bombeiros de Londrina. De acordo com a CMTU, foram 11 mortes. Os números diferem porque as vítimas que morrem no hospital não são contabilizados pelo Siate.(V.O.)





