Se você está com obstrução nasal (nariz trancado), secreção (muco, catarro), congestão na face, dor de cabeça facial e frontal e tosse pode ser que esteja com rinossinusite. A maior parte dos casos da doença que antes era conhecida como sinusite, tem origem em resfriados ou gripes mal-curados. A afirmação é do médico otorrinolaringologista Luis Alberto Okano, de Londrina, que conta que ao não tratar uma gripe adequadamente a pessoa pode ficar com os seios da face inflamados. ''Por isso a nomenclatura da sinusite mudou, pois não há sinusite sem que haja uma rinite antes'', comenta.
Okano conta que a rinossinusite pode ser dividida em aguda e crônica. ''A aguda dura até quatro semanas e a crônica pode permanecer acima de doze semanas'', informa Okano.
Ele conta que a alergia também pode provocar a rinossinusite, mas ainda assim as causas virais permanecem no topo das origens, seguida pelas causas bacterianas e só depois as causas alergênicas. Outras causas são o desvio do septo nasal, presença de pólipos nasais e tumores nasais. ''Todos os eventos que podem levar a uma obstrução nasal podem predispor à rinossinusite, pois a causa básica é a diminuição da oxigenação paranasal'', explica.
Segundo o médico, o tratamento depende da causa. ''Se for bacteriana a recomendação será à base de antibióticos, anti-inflamatórios e descongestionantes nasais, mas se for provocada pelo desvio de septo, pólipos nasais ou tumores nasais o tratamento deverá ser cirúrgico'', observa.
Cirurgia
Okano diz que não há estatísticas de qual o percentual de casos precisam de intervenção cirúrgica. Porém, ressalta, os casos em que o tratamento medicamentoso com antibióticos, corticóides e descongestionantes falharem, a possibilidade do tratamento evoluir para uma intervenção cirúrgica aumenta.
Ainda de acordo com o médico, muitas vezes a pessoa pensa que após a cirurgia nunca mais terá uma rinossinusite. Porém, ele explica que o objetivo da operação não é esse, mas evitar a possibilidade de complicações. ''Ela pode evoluir para uma complicação orbitária ou cerebral, como um abcesso cerebral, por exemplo. São situações raras, mas que podem acontecer'', explica.
O especialista diz que se a pessoa não tratar uma rinossinusite as possibilidades dela se tornar crônica aumentam. Consequentemente, se uma rinossinusite crônica não for tratada, as chances de acontecer uma complicação aumentam.
Okano conta que existem situações específicas que a pessoa que sofre de rinossinusite aguda devem evitar, como exposição ao ar frio, ao ar condicionado e alterações pressóricas, que podem acontecer em uma sessão de mergulho ou em uma viagem de avião.
Segundo Okano, a pessoa deve procurar ajuda médica se os sintomas gripais forem persistentes, com duração superior a uma semana. ''Se persistirem a coriza, obstrução nasal, tosse e dor de cabeça já há indícios para se fazer uma investigação'', aconselha.

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