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O que é morte cerebral?
Chamada pelos médicos de morte encefálica, é a parada irreversível da função do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), ou seja, é quando o cérebro para de funcionar. Ela ocorre geralmente por causa de um ferimento grave ou um derrame, quando o cérebro deixa de receber fluxo sanguíneo e não executa mais suas funções vitais. A constatação da morte encefálica é feita por pelo menos dois médicos, sendo um deles neurologista a partir de exames clínicos realizados em intervalos de diversas horas. A morte cerebral deve ser confirmada por um exame de imagem, que pode ser arteriografia cerebral, eletroencefalograma ou doppler transcraniano. A morte cerebral permite a doação de órgãos e tecidos; a morte cardíaca, só a doação de tecidos
Por que ser doador?
A maioria das pessoas tem medo de falar no assunto, uma vez que o mesmo envolve a ideia de morte. Da mesma forma, é mais fácil imaginar que nunca será preciso transplantar um órgão ou tecido. A possibilidade, entretanto, existe. Se alguém necessitar de um órgão ou tecido, precisará de um doador. Um único doador tem a possibilidade de salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20 pessoas.
O que pode ser transplantado?
Órgãos, tecidos e células (medula óssea) podem ser transplantados. O doador vivo pode doar um rim, parte do fígado, parte do pulmão, parte do pâncreas e a medula óssea. No caso do doador falecido, depois de declarado o óbito, com o consentimento da família, podem ser doados coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas.
Quem é beneficiado?
Milhares de pessoas, incluindo crianças, que contraem doenças cujo único tratamento é um transplante. Geralmente, essas pessoas vão para listas de espera formadas nas Centrais de Transplantes das Secretarias Estaduais de Saúde e aguardam a chamada. Mas a sua vez pode demorar: a lista de espera por um pulmão, por exemplo, é renovada anualmente, uma vez que a maioria das pessoas morre sem conseguir um doador. É importante também saber que a indicação para um transplante é feita com muito critério pelos médicos, de acordo com a legislação vigente. A família do doador falecido não escolhe o receptor, que é designado a partir das listas de espera das Centrais de Transplantes.
Fonte: Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (/www.abto.org.br )





