A grande maioria dos municípios paranaenses tem nome de origem tupi, guarani e kaingangue. Outros têm a ver com origem geográfica ou homenagens a cidades européias, norte americanas ou a personalidades da época - principalmente colonizadores. Confira alguns nomes curiosos, sua origem e significado:
AMPÉRE - de origem geográfica, constituindo-se em referência ao Rio Ampére, que banha o município. Segundo os moradores mais antigos, a denominação surgiu de um grupo de pescadores, os quais encontrando-se na escuridão da noite disseram: ‘‘...se construíssemos uma barragem (usina hidrelétrica) nesse rio, quantos ampéres de energia teríamos? Eles proporcionariam maior conforto aos moradores do núcleo colonial’’.
CANTAGALO - segundo crença regional, origina-se de antigo pouso de tropeiros, onde, nas frias madrugadas de inverno, se ouvia uníssona cantiga de galo. Outra versão apresentada é que os tropeiros cantarolavam e apreciavam a melodia denominada ‘‘Cantiga de Galo’’.
CÉU AZUL - os primeiros moradores que armaram acampamento no morro, onde está localizada hoje a igreja matriz, observaram que o céu estava nitidamente limpo e visível, apresentando um azul celeste e pelo lado do Parque Nacional do Iguaçu apresentando um azul escuro, formando assim uma bela paisagem vespertina, resolveram então, chamar este lugar de Céu Azul.
CORBÉLIA - o termo ‘Corbélia’ provém do francês ‘Corbeille’... pequeno cesto de flores. Esta denominação foi sugerida por Iracema Zanatto.
CRUZEIRO DO IGUAÇU - segundo a tradição popular, na localidade haviam muitas cobras. Certa vez, o pioneiro Atílio Vieira abateu um desses ofídios, provavelmente uma ‘cotiara’, popular Urutu Cruzeiro, e a levou até a bodega do sr. Arcênio Gonçalves de Azevedo, onde disse ‘‘...aqui é a capital do Cruzeiro’’. A partir desta data, a localidade passou a ser denominada Cruzeiro. O termo ‘‘do Iguaçu’’, foi acrescentada para diferenciá-la de cidade homônima, existente no Estado de São Paulo.
DOIS VIZINHOS - de origem geográfica, a denominação ‘Dois Vizinhos’ foi dada pelo sr. Atanásio Pires, que analisando os aspectos topográficos da região, verificou que o Rio Chopim recebia água de dois outros afluentes, um à margem esquerda e outro à margem direita. Os dois eram perfeitamente confrontantes, levando-se em conta os aspectos e posições dos desembocadouros.
FAXINAL - é comum na região sul do País denominar-se faxina a uma região de campo, entremeada de arvoredo ou a um trecho alongado de campo que penetra na floresta. O fato da topografia e vegetação original do município de Faxinal apresentarem esta característica, contribuiu para que os desbravadores do lugar assim denominassem estas paragens.
IBEMA - origina-se da sigla comercial da Indústria Brasileira de Madeiras (IBEMA), empresa que lançou os fundamentos de povoação do atual município.
JABOTI - de origem Tupi, ‘Jaboti’... espécie de quelônio. Historicamente é a simplificação da palavra Jaboticabal, que identificava antiga fazenda da região, onde se originou o território do atual município de Jaboti.
LOANDA - homenagem a cidade de Luanda, capital da Angola, na África Ocidental Portuguesa, e surgiu de um concurso realizado pela Companhia Colonizadora que fundou o município. Etimologicamente, Loanda é corruptela do termo ‘‘Luanda’’... tributo, de origem quimbumdo. No tempo em que a região pertencia ao reino do Congo, pescavam-se ali os cauris do tributo anual. Cauri é uma espécie de molusco, e até o século passado eram usadas como moeda corrente, do Sudão à China.
MARIPÁ - homenagem a Companhia Madeireira Rio Paraná S/A (MARIPÁ), empresa que colonizou enorme área do oeste paranaense e foi fundada em 13 de maio de 1946, através da associação de Alberto Dalcanalle, Luíz Dalcanalle Filho e um grupo de colonizadores alemães da região sul, dentre os quais Kuet e Egon Bercht, Júlio Bastian, Alfredo Ruaro e Willy Barth.
MIRASELVA - a denominação está relacionada com a exclamação de um dos exploradores da região, de descendência espanhola, que ao se deparar com a floresta imensa disse: ‘Mira la selva!’, que quer dizer, ‘Olha a mata!’. Posteriormente, generalizando-se, veio a ser a denominação do núcleo Miraselva.
OURIZONA - denominação dada por Nicolau Nasser, um dos colonizadores do município, em homenagem aos extensos cafezais que proliferavam na região. Na época o café se constituia na maior fonte de riqueza do Estado do Paraná, chamado de ouro verde. Ou seja, café (ouro verde) + região (zona): região cafeeira.
PATO BRAGADO - a denominação foi sugerida por Willy Barth, um dos diretores da Companhia Madeireira Rio Paraná, que fundou o núcleo que deu origem ao município. Ao batizar o povoado, Barth inspirou-se no nome do maior navio já ancorado, até então, no Porto Britânia, em águas do Rio Paraná, para o transporte de pinho beneficiado, o ‘Pato Bragado’.
PIÊN - a denominação provém do piar dos gaviões, ave da família dos falconídeos, existente em grande número nesta região, ao tempo de sua colonização.
PRANCHITA - homenagem a Planchita Ferrera, filha de D. Lucca Ferrera, cidadão de origem paraguaia, que no ano de 1902 iniciou o povoamento do núcleo do que hoje constitui o atual município.
SENGÉS - a denominação foi dada inicialmente à Estação Ferroviária, sendo posteriormente adotada pelo município.
UMUARAMA - a denominação foi sugerida por Raimundo Durães, que homenageou ao Hotel Umuarama, da cidade paulista de Ribeirão Preto, surgindo então a Gleba Umuarama. Etimologicamente o termo origina-se do Tupi, ‘Umuarama’... lugar alto, sítio alto e assoalhado. Ao tempo do batismo da gleba, definiu-se o termo Umuarama como: ‘‘...reunião de amigos ou onde se reunem os amigos’’.
XAMBRÊ - em homenagem ao engenheiro francês Chambert, da companhia colonizadora do município. O termo foi simplificado pelos trabalhadores braçais para ‘‘Xambr꒒. Fonte pouco autorizada diz ser de origem kaingangue, em homenagem a um cacique que habitou a região, ‘Tixanber’... amigo, amistoso ou Jambrê, ‘Jam’... mãe + ‘brê’... junto, próximo, parente.

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