Sai laudo de exame que apura morte de gestante
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sexta-feira, 11 de dezembro de 1998
Lucinéia Parra 
O resultado do exame de necrópsia feito no corpo da gestante Rose Maria Ribeiro, 32 anos, que morreu no dia 22 do mês passado na sala de cirurgia do Hospital Universitário de Maringá, foi entregue ontem ao delegado Benedito Aurélio Gonçalves, responsável pelo inquérito que apura denúncia de negligência médica.
De acordo com o exame, a causa da morte de Rose Maria foi por tromboembolismo pulmonar (embolia pulmonar) e septicemia. Conforme o diretor em exercício do HU, Ricardo Plepsi, o resultado do exame de necrópsia não tinha sido entregue até ontem à direção do hospital. Apesar de não ter em mãos o documento, Plepsi afirmou que o resultado, aparentemente, não evidencia negligência médica. É preciso ter o resultado em mãos para analisar melhor, disse.
Duas irmãs de Rose Maria compareceram na delegacia para avaliar o resultado do exame. Vera Lúcia Ribeiro Sena, 34 anos, estava incormada com o resultado. Ela e a irmã, Sônia Ribeiro, prestaram novo depoimento ao delegado, que anotou detalhes sobre os dias de internação de Rose Maria no HU até o dia da morte dela. Vou ver certinho com um médico o que significa este resultado e depois ver com meu cunhado que providências devemos tomar, disse Vera.
Segundo ela, os três filhos de Rose Maria estão vivendo com a mãe dela (avó das crianças), que é dona de casa e só recebe a aposentadoria do marido que morreu recentemente. O marido de Rose Maria, o eletricista Júlio Chiavelli Filho, 35 anos, perdeu o emprego depois da morte da mulher.
Rose Maria foi internada no HU no dia 17 de novembro, por volta das 20 horas. Ela estava no sétimo mês de gravidez. No sábado, os médicos constataram morte do feto. Conforme relato da família, os médicos teriam garantido no sábado à tarde e domingo, que Rose Maria estava bem. No domingo à tarde, os médicos decidiram fazer a cesária para retirar o bebê morto. Rose Maria não resistiu e morreu.
Para as irmãs e o marido de Rose Maria, os médicos foram negligentes em manter a gestação após o rompimento da bolsa. Eles também denunciam a demora para a realização da cesária mesmo depois de constatada a morte do feto.


