Sai hoje nome da empresa que irá construir Prisão Provisória
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terça-feira, 26 de agosto de 1997
Luiz Taques Londrina 
O Governo do Estado anuncia hoje o nome da empresa que vai construir a Prisão Provisória de Londrina. A prisão abrigará presos já condenados, mas que aguardam resultados de recursos judiciais ou esperam vaga em uma penitenciária. A Prisão Provisória será construída ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), localizada no jardim Acapulco, zona sul da Cidade.
O valor da obra será de R$ 693.164,95 e a ordem de serviço deve ser assinada em, no máximo, cinco dias após a homologação. Segundo fontes da Secretaria de Estado de Obras, o atraso no processo licitatório ocorreu por causa de cinco recursos de empresas que haviam perdido a concorrência.
Fontana Engenharia Ltda, de Curitiba; Construtora Abapan, de Cascavel; Construtora Regional, de Londrina; Campusmorão, de Campo Mourão, e CCP, de Maringá, foram as construtoras que recorreram da licitação.
A Campusmorão, de Campo Mourão, tinha vencido a concorrência. Mas, segundo a Secretaria de Estado de Obras, a empresa foi desclassificada por ter apresentado irregularidades na composição das planilhas, o que foi verificado pela Comissão de Licitação e seus concorrentes.
Ainda segundo fontes da secretaria, esgotados todos os recursos, por via administrativa, caso algum concorrente queira agora interpor novo recurso será somente via judicial, o que não inviabiliza o início das obras.
De acordo com a Secretaria de Obras, a empresa vencedora terá sete meses para construir a Prisão Provisória. As obras devem começar já na semana que vem.
A empresa Campusmorão não vai recorrer à Justiça comum para tentar anular o resultado final da licitação. Se a gente fizer isso, essa obra vai ficar paralisada por pelo menos uns três anos, disse ontem, por telefone, Regina Ribeiro, funcionária da construtora de Campo Mourão.
A construção da Prisão Provisória é esperada como a solução para o caos instalado nos Distritos Policiais de Londrina. Todos os distritos estão com superlotação de presos - alguns, com três vezes mais que a capacidade -, gerando constantes rebeliões e fugas.
Além do recurso impetrado pela construtora de Campo Mourão, a resistência dos moradores do jardim Acapulco em aceitar a construção de uma Prisão Provisória na área também atrasou o início da obra.


