Foi adiada para hoje a assinatura do termo de compromisso da América Latina Logística (ALL) que irá definir o plano de ação da empresa na recuperação da área acidentada no trecho da ferrovia que liga Curitiba a Paranaguá, no município de Morretes, na Serra do Mar. Caso a empresa não cumpra as exigências do termo, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), segundo sua assessoria, tomará medidas que podem resultar no embargo da malha ferroviária administrada pela empresa, que ontem preferiu não comentar o assunto.
Enquanto corre o risco de ter suas linhas embargadas, a ALL continua o trabalho de sucção mecânica do açúcar derramado de um dos 21 vagões que descarrilaram. Segundo informações da ALL, as locomotivas devem ser removidas até o dia 9 de outubro.
A Defesa Civil, que tem distribuído água para as pessoas que utilizam o Rio Caninana, atingido pelo óleo das locomotivas, acompanha os trabalhos de prevenção das 16 barreiras de contenção colocadas ao longo do rio. ‘‘A maior preocupação é a instabilidade do tempo, que pode prejudicar os serviços de contenção’’, disse o capitão Luiz Henrique Pombo.
Os técnicos do IAP acreditam que as remoções das locomotivas devem ser acompanhadas com cuidado. Existe o temor de que mais óleo venha a ser derramado quando as máquinas foram levantadas.

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