O Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) abriu licitação para reforma e restauração do Colégio Hugo Simas em Londrina. O edital foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado. A verba vai
ser repassada pelo Banco Mundial, através do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dentro do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio (Proem).
De acordo com Nayn Libos, assessor de imprensa da Secretaria de Obras, os envelopes com as propostas das empreiteiras serão abertos dia 14 de setembro. A partir desta data, a secretaria tem 270 dias para entregar a obra. Segundo Nayn Libos, as reformas vão ser feitas em período normal do ano letivo, sem prejudicar o calendário escolar.
O assessor de imprensa declarou que a reforma vai ser efetuada do piso ao teto, incluindo parte hidráulica e elétrica. Na restauração vão ser preservados e recuperados detalhes do projeto original, como pintura, cobertura e portas. ‘‘O colégio faz parte da história da cidade e a recuperação dos detalhes é fundamental’’, afirmou Libos.
As reformas no Hugo Simas, o mais antigo da cidade, são esperadas há anos. Construído em 1937 e ampliado na década de 60, para abrigar a Faculdade de Filosofia, Direito e Letras, o colégio vem enfrentando problemas graves em sua estrutura física pois, desde então, nunca passou por reformas significativas.
A diretora do Hugo Simas Ubiracy Lobo Moreira Silva disse que já tomou conhecimento da licitação. ‘‘Fiquei sabendo mas só acredito na hora em que a obra estiver pronta. Em dezembro do ano passado a reforma era para ter saído mas a empreiteira desistiu’’.
Enquanto a reforma não chega é a Associação de Pais e Mestres (APM) que tampa os buracos no piso e conserta encanamentos rompidos. ‘‘Os pais quebram o galho e vivem remendando a escola. Na semana passada tivemos um problema sério com encanamento e infiltração. Mas as soluções são provisórias e duram muito pouco’’, explicou a diretora Ubiracy Lobo. Ela disse que a desolação em que o prédio se encontra é desestimulante para alunos e professores. Além disso, a fiação antiga requer cuidados constantes para não colocar os estudantes e funcionáios em risco.
A diretora Ubiracy acredita que além da reforma é importante a preservação do projeto original para o patrimônio histórico da cidade ‘‘Há cinco anos trocaram as telhas de barro por cobertura fibroamianto. É a história que vai sendo relegada a segundo plano’’, lamentou.

mockup