Saí do inferno e estou no céu, relata voluntário
Curitiba - Entre os depoimentos mais interessantes sobre a atuação do Anjos no Bairro está a história de João Maria de Almeida, 56. Hoje ele se orgulha da confiança e das responsabilidades atribuídas a ele, uma realidade muito diferente da que vivia há cinco anos.
"Conheci o grupo através do litrão. Se não fosse por eles não existia mais nem o osso", brinca. Depois de quase entrar em coma pelo consumo de bebidas alcóolicas, Almeida passou por um tratamento e, com a ajuda dos Anjos do Bairro, conseguiu um emprego na área da construção civil.
"Saí do inferno e estou no céu, ninguém depositava um pingo de confiança em mim. Agradeço muito, a gente não pode desistir", diz. O coordenador do grupo, Ernani Silva, faz uma comparação da situação de Almeida antes e depois do acompanhamento. "Antes ele era sujo de barro, hoje está sujo do seu trabalho, de dignidade."
Para Rodrigo Silva, 27, o encontro com os Anjos do Bairro foi apenas o começo de uma vida nova. Morando em Curitiba há três semanas, ele e sua família vieram de Pelotas, Rio Grande do Sul, e conseguiram ajuda para encontrar emprego e casa. "Se não tivesse ajuda estaria em dificuldade, não teria como correr sozinho, sem apoio". Ele garante que pretende retribuir atuando pelo bem do próximo. Além da ajuda a João e Rodrigo, a supervisora do Distrito de Saúde da regional Boa Vista, Elizabeth Guinart Araújo, também comemora os resultados alcançados com os grupos. Para ela, a principal contribução dos voluntários é a inserção das unidades de saúde nas comunidades. (C.G.B.)





