Sacoleiros são presos
acusados de contrabando
Alexandre Sanches
Cinco homens foram presos na segunda-feira pela Polícia Civil de Cornélio Procópio, acusados de contrabando. A prisão aconteceu depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima, há cerca de um mês, de que eles estariam contrabandeando mercadoria do Paraguai e revendendo na cidade. A polícia montou campana durante 20 dias e, na segunda-feira, fez as autuações em flagrante.
Foram presos Walter Bressan, 64 anos, Jair Lemos da Rosa, 43, Devanir Mariano da Silva, 26, Edson Oliveira da Silva, 20, e o pai dele, Braz Oliveira da Silva, 48 anos. Foram apreendidos grande quantidade de brinquedos, cerca de quatro mil pacotes de cigarro, relógios e CDs.
O delegado operacional da 11ª Subdivisão Policial de Cornélio Procópio, Adriano Admir da Cruz Ribeiro, disse que, mesmo sendo um crime de alçada federal, a Polícia Civil pode atuar no contrabando. ‘‘Nós temos autonomia para este tipo de apreensão, pois aqui não há Polícia Federal nem Justiça Federal’’, comentou. Para serem liberados da cadeia, os acusados terão que recorrer à Justiça Federal em Londrina, que arbitrará a fiança.
As prisões, segundo o delegado, aconteceram na casa e estabelecimentos comerciais de alguns acusados e na rua. ‘‘Em todas as prisões foi encontrado material suficiente para enquadrá-los em contrabando’’, disse o delegado.
De Cornélio Procópio partem ônibus com sacoleiros para o Paraguai todas as terças, quintas e sextas-feiras. No entanto, não existem barracas de camelôs instaladas nas ruas. Os produtos são revendidos em residências ou em pequenas lojas. Adriano Cruz alerta que as investigações contra outros contrabandistas vão continuar por tempo indeterminado.

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