Sacolas ajudam crianças da Zona Leste
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quinta-feira, 13 de março de 2008
Betânia Rodrigues<BR>Reportagem Local 
O Movimento Oito Jeitos de Mudar o Mundo - Nós Podemos Paraná (núcleo de Londrina e Região) apresentou, ontem à tarde, o primeiro modelo de sacolas retornáveis confeccionadas por costureiras da Associação Mãos Estendidas (AME), do Conjunto Novo Amparo (Zona Leste). A intenção é contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) preconizados pela ONU. Participaram do pré-lançamento autoridades, ambientalistas, representantes de entidades civis e empresariais da cidade.
A matéria-prima transformada pelas costureiras é obtida gratuitamente. O Sindicato da Panificação cede os sacos de farinha que normalmente são descartados pelas padarias e o Sindicato das Indústrias Têxteis oferece os retalhos de tecido que servirão como alças das sacolas. O selo do projeto, que criativamente funciona como adorno e bolso do produto, destaca outros parceiros: Sesi, Senai, Projeto Acquametrópoli, as ONGs AME e o Núcleo Espírita Irmã Scheilla (NEIS), do Jardim Marabá (Zona Leste), além dos colaboradores: Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade (ORBIS), Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial e Universidade da Indústria (Unindus).
Por enquanto, somente o primeiro dos quatro modelos idealizados pelo núcleo foi apresentado à comunidade. Com metade do saco de farinha, as costureiras produziram sacolas grandes destinadas ao supermercado. A pretensão é vender cada unidade a R$ 3,50. ''Ao invés de investir nas sacolinhas de plástico, o empresário poderá adquirir as retornáveis e distribui-las aos clientes ou simplesmente vendê-las. Além de gerar emprego e renda, a idéia ajuda a preservar a natureza'', explicou Marta Matsubara, coordenadora pedagógica da AME. O projeto quer incluir as sacolas retornáveis também em padarias, feiras livres e sacolões. Uma parte do lucro pagará a mão-de-obra das costureiras e o restante será encaminhado a AME e NEIS, que atualmente cuida de 150 crianças.
A exemplo das colegas, Benedita Maria dos Santos, 47 anos, também chamada de Dita, direciona a renda obtida na costura ao pagamento de contas. Por 10 horas de trabalho diário, cada uma recebe, no mínimo, R$ 200,00/mês. ''Quando a encomenda é grande, conseguimos mais de R$ 800,00'', acrescenta. O grupo, formado por profissionais reconhecidas no bairro, deve evoluir para cooperativa caso a demanda por sacolas alcançe o esperado (duas mil unidades/mês). Enquanto isso, elas aprendem com a Fundação Getúlio Vargas, outro membro do núcleo, como administrarem sozinhas o próprio negócio.
Serviço - Mais informações sobre o assunto poderão ser obtidas no site www.nospodemosparana.org.br ou pelo e-mail: [email protected]


