Sacolão comunitário fica sem alimentos para distribuição
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terça-feira, 25 de julho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O sacolão comunitário que atende 2,3 mil famílias carentes de pelo menos 10 bairros da zona norte de Maringá e Sarandi (7 km a leste de Maringá) está com dificuldades de atender todos os cadastrados. Não estamos conseguindo arrecadar nem 30% do que era distribuído até o início do mês, diz uma das idealizadoras do sacolão, Eni Viana, que trabalha com 20 voluntários. O sacolão, que não é ligado a nenhuma Igreja, associação de bairro ou político, distribuía cerca de 6 toneladas de alimentos por dia até o início de julho.
A iniciativa de recolher alimentos desprezados nos supermercados para repassar a famílias carentes começou há cerca de cinco anos. No início, eram 10 famílias, a maior parte vizinhos de Eni e da dona de casa Maria Teresa Garcia Cardoso. A propaganda de boca em boca acabou chegando a Sarandi, de onde vem parte das 120 pessoas atendidas por dia. Estávamos até com dois produtores que doavam mais de 50 pés de alface e repolho por semana, mas agora eles perderam toda a plantação, diz Maria Teresa.
Ela conta que no sábado passado, um mercado que doava uma caminhonete de legumes e verduras por dia, repassou somente uma caixa de chuchu ao sacolão. A saída, segundo as duas coordenadoras, é racionar a quantidade de verduras e legumes para cada família. Também estamos fazendo uma campanha pela doação de alimentos, de qualquer tipo, ou de roupas usadas, diz Maria Teresa. Ontem, menos de uma hora depois do início da distribuição, restavam apenas alguns poucos quilos de tomate, boa parte passados por causa das geadas. Atendemos 117 pessoas hoje, que levaram pouca coisa para casa, contou.


