Quem passa pela Rua XV de Novembro pode reservar parte da tarde para saborear especialidades da Confeitaria Schaffer - como a famosa coalhada e o sanduíche de broa com salame e queijo branco - e apreciar o som do piano Essenfelder, comprado há 45 anos, que vem do mezzanino. Clientes antigos garantem que o sabor de doces e salgados é o mesmo de décadas passadas. ‘‘O nosso maior desafio é contornar as mudanças da matéria-prima e reproduzir receitas originais feitas desde 1918’’, diz Ronaldo Hortmann, 43 anos, atual proprietário da loja, que aposta na tradição para superar a concorrência.
O atendimento personalizado é outro atrativo. Garçons que trabalham na casa há cerca de 30 anos conhecem os clientes, sabem em qual mesa preferem sentar-se e podem até antecipar à cozinha qual será o próximo pedido. Além da coalhada - mais de mil por dia são vendidas no verão -, os pastéis e sonhos da confeitaria são os preferidos entre as cerca de 800 pessoas atendidas por dia.
O prédio onde a Schaffer funciona desde a sua fundação foi parcialmente destruído por um incêndio em 1978, mas foi reconstruído pela Prefeitura. Políticos, intelectuais e escritores celebraram a reabertura do espaço, ponto alto das paqueras do início do século, época em que os casais ainda namoravam diante de doces e sorvetes. (A.V.)

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