Saber o histórico é fundamental
Como nas consultas homeopáticas humanas, o médico precisa saber de todo o histórico do paciente, para poder avaliar qual o melhor tratamento. No caso dos veterinários, quem conta esses detalhes é o proprietário. ''Muitas vezes os donos são doentes, têm depressão, ansiedade e isso acaba refletindo nos animais. Alguns também têm por hábito bater no animal ou então não dão nenhum tipo de carinho, o que pode resultar em doenças'', conta o diretor do Centro Brasileiro de Homeopatia Veterinária e Estudos Sistêmicos, Renato Antonio Yamasita.
Os remédios homeopáticos podem ser formulados em glóbulos, na forma líquida ou em pó. Para quem se preocupa em ter que ficar administrando as fórmulas de hora em hora, como em alguns casos humanos, o veterinário lembra que é possível administrar uma dose única, ou então uma vez ao dia. O remédio também pode ser misturado na água, na ração ou até injetado, como nos tratamentos em grandes animais.
As fórmulas líquidas destinadas a animais podem ser feitas com ou sem álcool, segundo o veterinário. ''As sem álcool acabam estragando mais rápido, duram em torno de 20 dias e não podem ser guardadas em geladeira, como todo remédio homeopático, que deve ficar afastado de aparelhos elétricos. As fórmulas com álcool duram mais e a quantidade não é suficiente para fazer mal para o bicho'', explica Yamasita.
No início o animal pode apresentar alguns sintomas como vômitos, porque o organismo está se desintoxicando. ''Muitas doenças são causadas pelo excesso de medicamento. Vão dando tanta coisa para o animal que o organismo entra em colapso'', alerta o veterinário. Após o início do tratamento, os resultados são rápidos. Yamasita diz que é preciso desmistificar o conceito de que homeopatia é só a longo prazo. (E.G.)





