Sábado foi das crianças na Expo
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de abril de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O sábado amanheceu cinzento, preguiçoso e sem muito jeito de dia ideal para passear. Porém, a manhã terminou com um lindo sol que completou a festa das crianças que foram passear na 44 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Acompanhadas de pais e avós, elas se divertiram nas charretes, pôneis e também entre touros e vacas expostos no local.
A administradora Gleide Ferrarezi, 54 anos, levou o neto Tomás, 2, para passear e almoçar. ''Meu neto mora fora e aproveitei para trazê-lo aqui. Essa exposição é maravilhosa'', disse. Na charrete, Tomás passeava tranquilamente, assistido pela avó. ''Só vamos embora quando ele ficar com sono'', declarou.
Outra avó que aproveitou o sábado para brincar com a neta foi a advogada Kátia Alves, 55 anos. A pequena Beatriz, 2 anos, cavalgou satisfeita no pônei reservado para transportar crianças. ''É bom porque desperta o gosto nas crianças pela natureza e respeito aos animais'', observou. Kátia acrescentou que Beatriz tinha medo de vacas e bois e perdeu o receio na exposição. ''Eu disse a ela que os bois ficavam felizes quando as crianças brincavam com eles e ela está vencendo o medo.''
Os gêmeos Isabela e Fernando, de 1 ano e 9 meses, foram com o pai, o dentista Celso Garboza, 33, conhecer o parque de exposições. Com a prima Maria Eduarda, 3, eles passearam na charrete. ''Esse horário é melhor para vir com as crianças porque é mais tranquilo'', apontou Garboza. Enquanto as crianças curtiam os animais, o dentista enfatizou que prefere os objetos curiosos e tecnológicos, como máquinas e carros.
Eternas crianças, o casal Yolanda de Souza Rocatelli, 71, e Eli da Silva Ramos, 70, escolheram o sábado para passear. ''Amanhã vai estar muito cheio'', justificou Ramos. Yolanda estava encantada e dizia que há muitos anos visita o parque. ''Gosto de ficar no meio do gado. Fico sentida se não vir aqui'', contou. Já Ramos se surpreendeu com as máquinas agrícolas atuais. ''No meu tempo, a gente tinha que 'bater' a soja. Hoje tem máquinas de sete, oito metros que pegam um tantão de terra'', constatou. A única reclamação deles era quanto aos preços dentro do parque. ''Não dá para comer um lanche porque é tudo muito caro'', criticou Ramos.


