RUTH BOLOGNESE
Entre a política, a polícia e...
A semana começou com o governador Roberto Requião e seus secretários amestrados entrando em mais brigas do que a Faixa de Gaza e terminou com os sempre indecisos tucanos prometendo, enfim, cumprir o papel que lhes cabe neste pequeno latifúndio ao Sul do Brasil invadido pelo MST: opor-se finalmente ao Governo. No meio, um navio encalhado numa pedra do porto, a revelação que a economia do Paraná andou para trás e as Excelências, os senhores deputados se engalfinhando por um jetonzinho a mais no fim do mês.
É demais para a nossa beleza. Por isso, vamos deixar de lado a política e contar uma picante (!) história de sexo, traição, polícia e amor demais ocorrida bem ali, na Zona Portuária paranaense. Vejam:
....o Sexo!
Aconteceu nesta semana em Paranaguá e tem até Boletim de Ocorrência na Polícia Militar. Uma jovem senhora foi com o amante ao motel ''Alma Gêmea'', conhecido ninho de amor na Estrada das Praias, Litoral. Divertiu-se, tomou champagne, divertiu-se de novo e, na pausa para o cigarro, o inesperado: o rapaz deu no pé. Sem dinheiro para pagar a conta e pressionada por dois PMs chamados pelo dono do estabelecimento, a moça apelou para ninguém menos do que o próprio marido. Ele foi lá, pagou R$ 137,00 de despesas e a levou pra casa, de braço dado.
Diante de tal fato, podemos refletir bastante e tirar várias conclusões:
1) O primeiro cuidado que uma jovem senhora deve tomar quando decide ir para um motel com o amante é em relação aos bolsos dele. A) Se for apenas um sinal de expectativa no bolso esquerdo, é promessa de satisfação garantida, mas ela corre o risco de ter que pagar o mico e as despesas. B) Se o volume aparente for apenas no bolso direito, é quase certo que haverá champagne, canapés de caviar, hidromassagens, conversas interessantes e tudo pago, mas a sensação final será a mesma do filme ruim: a paisagem era ótima.
2) O segundo cuidado em semelhante situação é com o cigarro. Se logo depois do primeiro intercurso (nome oficial daquilo dado pelos manuais americanos sobre sexo da década de 50), o sujeito quiser fumar, no problem. Faz parte do contexto e é relaxante, pelo menos nos filme, também americano. Agora, prestem atenção, meninas: se o sujeito não fumou entre um intercurso e outro, tem os dentes mais brancos do que as artistas da novela da Globo e, de repente, dizer assim, como quem não quer mais nada, que vai ter que sair para comprar cigarros, danou-se tudo. O custo do prazer será alto.
3) O terceiro cuidado de quem vai para um motel chamado ''Almas Gêmeas'' com um fulano do qual, certamente, se quer tudo, menos saber se tem alma, é com a verdadeira alma gêmea que ficou em casa. É, aquele mesmo, o maridão que está dando duro, quer dizer, está lá suando de verdade para sustentar a família. Então, se este marido for capaz de incluir no juramento matrimonial além da saúde e da doença, o pagamento da diversão com outro no motel, minha filha, você nasceu com o bumbum virado para a lua. E não vai nesta conclusão qualquer alusão ao assunto sobre o qual se escreve.
4) E, finalmente, o quarto (epa!) cuidado que se deve ter quando a diversãozinha básica num motel de beira de estrada justifica o risco, é com a segurança. Se o Estado em que você mora é tão seguro a ponto de dois PMs se deslocarem na viatura e atender rapidamente à chamada de um gerente de motel porque a conta de um hóspede não foi paga, largue o motel, o marido e o amante e vá para o Linha Direta contar sua história. Não a do marido que pagou a conta, nem a do Ricardão que fugiu, mas a da Polícia.
Ora, quem defende com tanto zelo o departamento financeiro de motel de beira de estrada imagine o que não faz pela população em geral. Em tempos de segurança zero como a que se vive no Brasil, tal eficiência é ouro em pó!
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