RUTH BOLOGNESE
Problemas na Hauer
Uma das mais tradicionais construtoras de Curitiba, a Hauer Construções, passa por problemas. São 140 reclamações trabalhistas, centenas de títulos protestados, atraso no pagamento de fornecedores e na entrega de imóveis. Clientes que adquiriram os apartamentos de alto padrão em Curitiba, nicho da Hauer, já começam a formar grupos para atuar em conjunto e pressionar a construtora a honrar compromissos.
Tradição
A Hauer Construções, que recentemente mudou de nome agora é MainHouse Construções firmou imagem de sofisticação e bom gosto no setor de imóveis da Capital. Carrega a tradição de uma das famílias mais antigas, onde se misturam socialites e advogados famosos. Até um bairro de Curitiba tem o nome de Vila Hauer. O escritório Geroldo Hauer, por exemplo, figura entre os maiores do Paraná na área cível e Geroldo foi secretário de Estado da Fazenda durante o governo de João Elisio Ferraz de Campos.
Morte no Litoral
Os problemas enfrentados, atualmente, pela empresa têm origem, segundo pessoas próximas à construtora, na morte repentina de Luiz Afonso Leal Hauer, durante passeio de barco no litoral catarinense, no ano passado. Pela importância da família, Luiz Afonso já virou nome de rua. Quem assumiu foi o irmão e engenheiro civil, Carlos Arnaldo Leal Hauer, que continua no comando da Hauer.
Alegria, alegria
O empresário Darci Fantin, da DM Construtora, está rindo à toa. O governodo Estado pagou os atrasados todos e as relações são as melhores possíveis.
Governos, em tempo de eleições, ficam tão bonzinhos...
Na contramão
Ao contrário do governador Requião, que mantém 400 quilômetros de distância da campanha de Elza Correia em Londrina, tem uma frente de graúdos dentro do PMDB que estão indo à luta. É a frente já conhecida como Anti-PT: o vice, Orlando Pessuti; o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana; o presidente da Copel, Paulo Pimentel; e o suplente, Antônio Anibelli.
O PT ameaça com represálias nos redutos eleitorais desse pessoal todo.
O resgate de Cassio
Representantes da colônia japonesa de Londrina manifestaram a intenção de resgatar o seu filho dileto, Cassio Taniguchi, honra e glória da grande família nipônica, que aqui fincou raízes. Querem resolver a grande dúvida que paira no Paraná: será possível comandar RoboCassio sem a cooperação de Marina, a jovem polonesa que recebeu a missão de cuidar dele até o fim do governo Lerner e está passando de todos os limites? Gente da colônia prega a tese que terminou a missão recebida por ela para comandar o Robô. Agora chegou a vez da colônia, nô? Depois de colocar uma plaquinha nele com nome e endereço para evitar que se perca entre os milhares de conterrâneos que habitam a cidade e região, vão faze-lo produzir.
Primeira missão de RoboCassio? Trazer de volta para Londrina outro filho da terra, o Beto Richa (PSDB). Como robôs, em geral, capricham na dose, ele trará junto o Ângelo Vanhoni, do PT, o Mauro Moraes, do PL, todos os partidos nanicos, Rubens Bueno incluso, e o Osmar Stuart Bertoldi, o Stuartizinho. Vantagens para Londrina: junto com Vanhoni vem toda a dinheirama da coligação PT/PMDB e Stuartizinho passa a concorrer com o Barbosinha, o que não quer dizer nada, mas dá rima. Desvantagem: El Supremo vai transferir a sede do governo para Londrina e ele vem junto.
Vantagem para Curitiba: ficamos livres do horário político, dos debates e da eleição mais sem graça da nossa história. Desvantagem: permanece aqui a dona Marina, que sempre foi a verdadeira prefeita da cidade. Mas é por pouco tempo porque o mandato dela termina em janeiro. As duas missões são simples para RoboCassio e tão fáceis como convencer os cinco conjuntos que Belinati é inocente. RoboCassio tem larga experiência em cidades porque foi aprendiz de Jaime Lerner, o homem que construiu de um tudo em Curitiba, do nascer do sol até o penteado ruivo da Margarita Sansone, passando ainda pela neve de 1975 (encomendada em Nova York, por isso veio com grife) e pela venda da Sercomtel para a Copel, um negócio tão rentável para alguns, quanto nebuloso para a maioria dos paranaenses.
Última dúvida: não se sabe por que a colônia japonesa de Londrina quer o Beto Richa de volta.





