A verdade e a versão
  Há pelo menos dois meses circula em Curitiba e, mais recentemente, nos meios jurídicos das principais cidades do Paraná, informações apontando o presidente do Tribunal de Justiça, Oto Sponhoz, como vítima de grampos telefônicos que envolvem, também, seu filho, do mesmo nome. Fitas com diálogos de conteúdo explosivo estariam em mãos de autoridades do Governo e de jornalistas.


Gravidade
  Essa situação, de extrema gravidade, leva até mesmo a questionamentos sobre as decisões do Tribunal de Justiça, tanto na área pública como privada. O mais grave deles aponta tais decisões como decorrência de chantagens e pressões externas sobre o presidente do TJ, vulnerável diante da existência de fitas e gravações.


Seriedade
  Na biografia e na história pessoal do presidente do TJ nada leva a crer que ele possa se fragilizar a ponto de sofrer influências dessa natureza na condução do cargo que ocupa. A história das gravações, apesar de circular de boca em boca, mesmo sendo bocas de importantes figuras da política e do judiciário paranaenses, nada registra formalmente. Ainda assim, fragiliza-se o próprio Tribunal. E não há muito que fazer. A resposta definitiva para erradicar todas as dúvidas é uma só e se fortalece com o passar do tempo: a ação incontestavelmente isenta do Dr. Oto Sponholz no exercício diário da Presidência.


Tempos que correm
  E já que estamos na área jurídica: no dia 24 acontece em Curitiba um dos mais importantes encontros nacionais da OAB. O tema é o conflito permanente entre advogados e CPIs de Câmaras e Assembléias Legislativas. O presidente da OAB/PR, Manoel de Oliveira Franco, diz que deputados e vereadores exercem, hoje, o papel de polícia nas CPIs. ‘‘Dá mais espaço na mídia do que legislar’’, afirma.
  Nomes como Miguel Reale Junior e René Dotti estarão presentes.


O Paraná como ele é
O Parentesco real
  Muitas foram as manifestações de londrinenses a favor e, principalmente, contra a teoria do parentesco direto entre a população de Londrina e a Casa de Windsor, o que explicaria a velha máxima que a cidade carrega o rei na barriga, etc etc. A primeira preocupação do pessoal com esse parentesco inglês é o possível envolvimento no acidente da prima Diana, a lady Dy, ocorrido há 7 anos. Membros da família estão sendo convocados para depor. Imagine se, de repente, cada primo tiver que ir a Londres para depor também. Quem tem tempo pra isso no meio da safra de soja? E as aulas na UEL como é que ficam? E a campanha eleitoral? Vamos fechar a cidade agora, pra ir lá falar sobre o acidente? Preocupação absolutamente correta e previsível. A segunda preocupação dos Windsors, quer dizer, dos londrinenses, pegou a prefeitura de surpresa. Vai começar um movimento no Calçadão para que todos os policiais da cidade passem a usar o uniforme da guarda real do Palácio da Tia Beth, vermelho e preto, e aquele boné de meio metro na cabeça. Como aqui não tem penugem de faisão suficiente para cobrir o bonezão, o pessoal da prefeitura quer usar penugem de galinha mesmo. Os testes já feitos mostram que a penugem de galinha deixa o boné um pouco mais redondo (olhando de longe parece um barrilzinho de shop sobre a cabeça) mas esquenta do mesmo jeito. No verão vai ser meio complicado usar mas agora, no inverno, é uma beleza.
  Atenção: as galinhas que fornecerão a penugem não são da chácara do Belinati. O PT vai fazer licitação.
  Os londrinenses só aprovaram, até agora, o aumento do espaço na coluna para Londrina e adjacências. E têm pouca curiosidade por Curitiba e seu mundinho aflito. Criticam o frio da cidade, e isso é de uma crueldade sem par. É como criticar, por exemplo, o pavio curto do governador Requião ou os cabelos anelados do prefeito Nedson. É característica da pessoa. Ou, no caso, da cidade.
  (Continua no próximo domingo)

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