RUTH BOLOGNESE
De pesos e medidas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do senador João Capiberibe (PSB-AP), acusado de comprar pelo menos dois votos por R$ 26. Na mesma semana, o mesmo TSE absolveu o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB) acusado de gastar em sua campanha à reeleição R$ 48 milhões desviados dos cofres públicos. Para o TSE havia apenas indícios, não provas conclusivas.
O caixa 2
Enquanto isso, o caso do ''caixa 2'' em Curitiba, envolvendo o prefeito Cássio Taniguchi, repousa em paz. A investigação colheu pelo menos uma prova importante: o depoimento do, à época, empresário Paulo Pimentel, que confirmou o recebimento por sua Editora O Estado do Paraná, de pouco mais de R$ 70 mil, não declarados pelo comitê de Cássio. Foi justamente uma prova testemunhal dos eleitores que confessaram ter recebido os R$ 26 que levou à cassação do senador Capiberibe.
Na véspera
O correspondente secreto de Londrina agora acha que vai. Depois de prometer e anunciar umas dez vezes, a Prefeitura de Londrina deu o prazo final para a construção do Lago da Zona Norte: seis meses. Vai raspar de fianco nas eleições.
Muffato vem
A rede de supermercados Super Muffato acaba de adquirir a unidade do Supermercado Big de Londrina, na Avenida Tiradentes, Zona Oeste. Mas os portugueses da rede Sonae, ex-donos do Big, continuam na cidade por conta do Mercadorama da Avenida JK.
Na lanterna
Esse correspondente ainda vai me roubar a coluna, de tanta informação que manda. Conta, por exemplo, que o deputado Alex Canziani foi quem trouxe a Gol para Londrina, o que fez baixar o preço das passagens aéreas. Mas nem a ''faturada'' que deu, inclusive com ''outdoors'', conseguiu resultado eleitoral. Nas pesquisas para prefeito, continua na laterninha. Elementar, meu caro Watson, rico dá dinheiro mas não dá voto. E quem anda de avião hoje...
Primeiro assalto
O escritório do publicitário Elói Zanetti, situado numa rua tranquila próximo ao Parque Barigui, foi assaltado na semana passada e os ladrões levaram computadores, equipamentos e junto, grande parte do material gráfico que faz parte do trabalho de Zanetti e de seus sócios.
Segundo assalto
O escritório foi remontado e tudo começava voltar ao normal quando, nessa semana, ocorreu um novo assalto. E dessa vez, além dos equipamentos recém-comprados, os assaltantes levaram também o ''Menga'', um fox paulistinha, quase filhote, que era o mascote do escritório. Pode um negócio desses?
O homem fugiu
Ninguém conseguiu achar o homem epilético, idoso, que o governador Requião atendeu no Centro de Londrina. Assim que acordou, desapareceu. Qual a lição a se tirar do episódio? Ora, ora, são várias: 1) o idoso era, na verdade, o assessor Benedito Pires disfarçado; 2) El Supremo ressuscitou o idoso e não queria publicidade e 3) o idoso era parente do Belinati e preferiu o anonimato.
Para pensar no domingo
De um modo geral, a imprensa do Paraná tratou o episódio de Centenário do Sul como mais uma das excentricidades do nosso governador. Não é. Desde sempre Requião tem como característica pessoal tratar jornalistas ora com desdém, ora com agressões verbais, ora com brincadeirinhas infantis de que as mulheres são como flores, etc, etc. E até mesmo com violência explícita, como a dessa semana.
Sem críticas
A reação de Roberto Requião à qualquer crítica ao seu governo, grave ou apenas contestatória, ultrapassa os limites da chamada liturgia do cargo. Dizer que um jornal ou uma revista é canalha, uma jornalista de renome nacional, como Mirian Leitão, é incompetente, ou interpretar uma pergunta óbvia sobre Lula como intriga, é se colocar à margem de qualquer possibilidade de convivência razoável.
Armaduras recíprocas
É lógico que qualquer jornalista paranaense que se aproximar do governador nesse clima estará movido, automaticamente, por duas vontades: ou vai provocar para ver no que dá (sempre pode sobrar um escandalozinho para emocionar a galera) ou vai recolher-se, para evitar problemas posteriores. Duas péssimas conselheiras para quem, como o governo, tem na comunicação o principal meio para prestar contas. Ou como os jornalistas, que a tem como a principal ferramenta de trabalho. Preto no branco, governador, é hora de baixar a bola.
Daltônicas
De sotaques
Curitibano nascido e criado aqui, foi passar um final de semana no Rio de Janeiro. Voltou falando ''essssquina'', no melhor chiado carioca.





