Ruralistas temem novas invasões no carnaval
A União Democrática Ruralista (UDR) está avisando seus associados para que fiquem em alerta durante o carnaval. A entidade teme que ocorram novas ocupações de terras, por isso não descarta o uso de seguranças para proteger as propriedades. Ao mesmo tempo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) não desmente boatos de futuras invasões. Mesmo frente esta tensão, o chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas Neto, afirma que o governo estadual não colocará a polícia de prontidão. Ontem, em Curitiba, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) informou que até o dia 26 deve pedir a intervenção federal para reintegração de posses.
Tarcísio Barbosa de Souza, da direção da UDR do noroeste do Estado, afirma que o durante feriados prolongados são frequentes ações do MST. No ano novo, foram realizadas três das oito ocupações de 1999 no Estado. Não temos datas marcadas para realizar ocupações, às vezes coincidem com os feriados prolongados, avisa o secretário do MST, Dirceu Bausler. No ano passado, a região sofreu 30 invasões, sendo que no Paraná foram 159. No mesmo período, a Justiça concedeu 49 reintegrações de posse, mas o governo estadual atendeu apenas 28.
A falta de uma política fundiária estadual é a responsável por este conflito, diz Souza. Outros programas de policiamento preventivo falharam, fazê-lo é tentar esvaziar o oceano com um dedal, compara Pretextato Taborda Ribas Neto. O chefe da Casa Civil afirma que o governo vai apresentar no dia 21, ao governador Jaime Lerner um plano estratégico para diminuir as ocupações e os conflitos.
Taborda explica que, além desse plano, é preciso maior agilidade do governo federal para pagar as indenizações e a reintegração de posse. Mas o consultor fundiário da Faep, José Guilherme Cavagnares, afirma que elas poderiam ser realizadas rapidamente se o governo estadual obedecesse a lei. O superintendente do Incra, Petrus Emilius Abi-Abib foi procurado, mas não foi encontrado.





