Ruralistas querem mudanças no Incra e denunciam corrupção
O deputado federal Abelardo Lupion (PFL) defendeu ontem a extinção do Incra e o imediato afastamento do superintendente regional do órgão, Petrus Emilius Abi Abib. Lupion, que acompanhou os prefeitos e lideranças ruralistas na reunião com a governadora em exercício, Emília Belinati, classificou Abib como irresponsável na condução da política agrária. Ele disse também que há corrupção no Incra. Para Abib, as declarações do deputado são levianas e deveriam ser ditas pessoalmente, ao invés de ser repassadas à imprensa. Esta é a primeira e a última vez que rebato este tipo de acusações pela imprensa, da próxima vez, o deputado venha conversar comigo em meu gabinete, disse.
Este órgão deve ser extinto, porque é o mais corrupto da administração. Além disso, com a criação do Banco da Terra, ele perdeu a função, defendeu o deputado federal. Abib quer que Lupion aponte com clareza os casos de corrupção no Incra e disse que o Banco da Terra é apenas mais um instrumento dentro do processo fundiário. Mas Lupion quer a liberação de recursos do Banco da Terra, que possui mais de R$ 1 bilhão destinados aos assentamentos.
Lupion reivindica ainda a revisão dos índices de avaliação das propriedades rurais. Segundo ele, o atual sistema de avaliação da produtividade da terra é demagógico e irresponsável, baseando-se inclusive na má fé. Petrus Abib rebateu dizendo que todos os assentamentos são baseados em critérios técnicos e não políticos. E o Incra não trabalha na calada da noite, mas de maneira transparente.
Na conversa com a governadora, o deputado apresentou a proposta de que os líderes do MST flagrados durante as invasões sejam presos por esbúlio de posse. Ele sugeriu que algumas propriedades sejam escolhidas como centro de triagem regional e distribuição de recursos. Mas, segundo o Incra, isso já é feito.





