Ruralistas de todo Estado devem marcar um dia de protesto em Curitiba contra a ‘‘inércia’’ do governo em relação as invasões promovidas pelos trabalhadores sem-terra. A data do protesto ainda não foi definida, mas deve mobilizar donos de áreas invadidas e não invadidas, representantes de sindicatos patronais rurais, Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e outras entidades afins. A proposta é da União Democrática Ruralista (UDR) e foi apresentada ontem, durante reunião com representantes da classe, na Sociedade Rural de Maringá.
De acordo com o coordenador da UDR na região Noroeste, Tarcísio Barbosa de Souza, a idéia do protesto é mostrar a união da classe e declarar a insatisfação dos proprietários rurais com a política do governo do Estado. ‘‘Estamos há dois anos lutando para que o governo faça cumprir as reintegrações de posse das diversas propriedades rurais no Estado e o governo simplesmente vem ignorando nossas reivindicações’’, disse. Segundo ele, o protesto vai servir para ‘‘acordar’’ os ruralistas.
Outra proposta apresentada ontem foi a determinação da UDR em manter uma posição política em relação ao governo. Segundo Souza, a classe precisa demonstrar firmeza e coesão nos manifestos contra a política do governo do Estado em relação ao problema das invasões. A proposta apresentada em Londrina em reunião realizada no início do mês passado, que prevê a formação de uma comissão das famílias vítimas das invasões e não cumprimento das reintegrações de posse, também foi discutida ontem em Maringá. A reunião foi presidida pelo diretor-presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco Luiz Prandi Galli, e contou com a presença dos deputados federais Odílio Balbinotti (PSDB) e Abelardo Lupion (PFL.

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