Rumo ao Atacama sobre duas rodas
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Há seis meses eis que o corretor de seguros João Martins teve uma ideia. Por que não fazer uma viagem ao Atacama, Norte do Chile, com amigos? Detalhe: de moto. A princípio, a esposa ficou com medo e não gostou, mas o amigo Sebastião Sama sim. E não foi somente ele. O professor Peter Reichmann também. Pronto, a ideia agora viraria um projeto. Desde então, foram pesquisas, conversas com que já foi, planejamento, reuniões e mais planejamento para o projeto se tornar uma viagem que duraria 15 dias e quase seis mil quilômetros de estrada.
Quase tudo encaminhado e mais um integrante se alia ao trio há apenas um mês: o empresário Roberto Teixeira, que até então não conhecia nenhum deles. ''Mesmo não sendo amigo deles, quando fiquei sabendo da viagem, pensei que não poderia ficar de fora. Já viagei muito pelo Brasil, mas nunca para outro país'', revela ele, que já acumula 30 anos de estrada. Entre planilhas, aquisições de equipamentos, check-list, enfim, chega o dia tão esperado. Hoje, o grupo sai em busca da aventura, mas ''saudável e muito segura'', como faz questão de frisar Sama.
Quem vê o grupo, todos na faixa dos 40 anos, com família, emprego estável, pode pensar que estão fazendo uma loucura ou correndo riscos. No entanto, mais do que uma aventura, todos eles têm em mente que uma viagem como essas depende de muitos cuidados. ''Uma viagem assim é perigosa para quem pega a moto sem planejamento ou conhecimento nenhum. Apesar de sermos viajantes de primeira viagem num percurso como esse, estamos muito preparados e prevenidos para o que possa acontecer. Há tempos estamos treinando para essa jornada'', revela Martis.
Para enfrentar os quase seis mil quilômetros que vêm pela frente, o grupo fez saídas pela região com a mesma distância que vão percorrer durante a viagem. ''Tentamos realizar pequenas viagens para nos acostumarmos com a distância que faremos diariamente, uma média de 500 quilômetros. Uma de nossas dificuldades pode ser o fato de ter que pilotar essa distância todos os dias consecutivos e ainda os sintomas pela diferença de altitude'', comenta Sama. Em relação aos imprevistos, o grupo parece estar tranquilo. ''Nem tudo sai conforme o planejado, contudo, prezamos pela segurança. Queremos ir e voltar'', diz Reichmann.
Ao mesmo tempo, alguns podem pensar: Por que ir de moto para um lugar tão longe? Para isso, Martins tem a resposta pronta. ''Com certeza a viagem poderia ser muito mais fácil, mas o fato de irmos de moto é que vai garantir a magia de tudo isso. Nosso destino é o Deserto do Atacama, porém vamos curtir a viagem do início ao fim. Não serão apenas os dois dias que ficaremos lá, e sim 15 dias de turismo garantido. Essa viagem é um sonho para quem anda de moto'', afirma.
O grupo sai de Londrina em direção a Foz do Iguaçu e em seguida para a Argentina. Mais alguns quilômetros e estarão no Chile. Além do deserto, a viagem inclui uma visita ao Oceano Pacífico, em Antofagasta. Para os 15 dias, o grupo estima gastar cerca de R$ 2,5 mil. A pricípio, o grupo volta a Londrina fazendo o mesmo trajeto, mas ao chegar ao destino final vai decidir se opta por uma caminho diferente.


