Ruas sem sinalização horizontal
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Moradores de vários bairros de Londrina reclamam da precariedade da sinalização horizontal em vias com tráfego alto de veículos. A reportagem constatou que em alguns casos a pintura estava apagada ou desgastada pelo fluxo dos veículos, mas em outros ela sequer foi implantada.
A Rua Bruno Próspero Parolari, no Jardim José de Oliveira Rocha (zona norte), é um exemplo. Era uma via tranquila até 2007, quando houve uma mudança que fechou o cruzamento das avenidas Winston Churchill e Henrique Mansano - perto do Estádio do Café. Com a modificação, a rua tornou-se bastante movimentada, no entanto, a sinalização da via nunca foi implementada. A rua possui tráfego e veículos estacionados nos dois sentidos, mas não há linhas de divisão das duas pistas, tampouco de estacionamento regulamentado.
"Deveriam ter colocado faixas de travessia de pedestres na rua e também pinturas indicando onde deve ser o estacionamento na rua", reclamou o empresário Denilson Croscrato, afirmando que a via é bastante movimentada, inclusive com o tráfego de veículos pesados.
Na Rua Pedro Bertolucci, Jardim Belleville (também na zona norte), a situação é semelhante: fluxo intenso de veículos nos dois sentidos e sem linhas de divisão das pistas, faixas de pedestres ou demarcação de estacionamento.
A dona de casa Maria de Lourdes Scobari reside no bairro há 10 anos e enfatiza que a via está muito perigosa. "Eu já vi duas pessoas perderem a vida aqui. Muita gente que sai da Rodovia Carlos João Strass e quer acessar a Avenida Duque de Caxias opta por passar por aqui. Mas como não tem sinalização, muita gente que não é do bairro acha que a via tem um só sentido e acaba se acidentando", apontou.
Para quem é pedestre a travessia também é bastante perigosa. As estudantes Nicole Macedo e Sâmela Ribeiro relatam que a falta de faixas de travessia para pedestres dificulta a ida ao colégio. "É claro que muitos acidentes acontecem por falta de atenção, mas a implantação dessa sinalização ajudaria bastante", argumentou Sâmela.
Exageros
Na Avenida Guilherme de Almeida (zona sul), o serralheiro Raimundo Ferreira da Silva destacou que a falta de sinalização horizontal possibilita que as pessoas transformem a via em "terra de ninguém". "Se não há sinalização fica mais fácil para os transgressores. Eles podem fazer as barbaridades que quiserem e, se forem pegos, alegam que não havia sinal algum", apontou.
O argumento é semelhante ao do técnico em Eletrônica Marcos Vinícius Silva. "Nesse trecho de 700 metros que não é duplicado, as pessoas cometem exageros. Para entrar em uma das lojas aqui, as pessoas que estão na pista contrária preferem virar na frente da loja, cortando o fluxo da pista contrária. O certo seria seguir em frente e na rotatória fazer a conversão, mas sem as faixas contínuas, muitos ignoram isso", explicou.
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