Ruas recebem 140 novos carros por dia
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quinta-feira, 28 de novembro de 1996
Simone Mattos 
Diariamente, cerca de 140 novos veículos passam a circular nas ruas de Curitiba, agravando os congestionamentos que já são frequentes em alguns trechos da cidade. A frota atual é de aproximadamente 580 mil veículos. Para melhorar a comunicação entre o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) e o trânsito de Curitiba, três arrojados projetos foram desenvolvidos e deverão ser implantados a partir do ano que vem.
Um deles é a instalação de um circuito fechado de TV, com 25 câmeras distribuídas pelo centro da cidade, que irão permitir ao Controle de Tráfego em Área (CTA) do Ippuc detectar quais os problemas que estão causando os engarrafamentos. Será uma forma de conversarmos com a rua, disse o engenheiro-chefe do CTA, José Álvaro Twardowski.
Uma rede de detectores de tráfego na área central será instalada com o objetivo de fazer a medição de velocidade nas ruas, substituir a atual contagem manual de tráfego pela eletrônica e informar simultaneamente a central sobre os engarrafamentos.
O terceiro projeto é a implantação de um software gráfico que permitirá que os técnicos recebam, por computador, informações visuais sobre o funcionamento dos semáforos e a situação dos cruzamentos, permitindo um gerenciamento à distância do trânsito. Do Cabral (onde fica o Ippuc) teremos total controle do centro, disse o engenheiro.
Ele afirmou que os problemas de trânsito tiveram melhorias visíveis desde que teve início a reprogramação dos 213 semáforos de Curitiba, no início do ano. Além da sincronia dos equipamentos, o projeto prevê a instalação de laços magnéticos no asfalto das canaletas exclusivas dos biarticulados. Eles funcionarão como detectores que irão priorizar o semáforo aos ônibus.
O programa custou R$ 4 milhões. Os três projetos previstos para o próximo ano ainda não têm valores definidos. O engenheiro explicou que o investimento é necessário porque o sistema viário do centro possui uma capacidade limitada. O mesmo percurso que fazíamos em 15 minutos, antes do Plano Real, nos toma agora 25 minutos, disse. Ele responsabiliza o plano econômico pelo inchaço do trânsito, agravado pela facilidade em adquirir automóveis e o preço acessível do combustível.


