Ruas pouco iluminadas também preocupam
Porecatu Como se não bastassem as queixas quanto a um serviço básico como o de Saúde, o prefeito de Porecatu, Dionísio Santos de Souza (PT), também não tem encontrado quórum popular quando o assunto é a iluminação da pequena cidade de 15,5 mil habitantes.
Com uma dívida que ultrapassa os R$ 520 mil junto à Companhia Paranaense de Energia (Copel), o município acumula postes cujas lâmpadas ou estão quebradas ou queimadas. O resultado são vias escuras que, além de facilitarem a ação de bandidos, ainda colocam em risco pessoas que passam por elas à noite.
''Aqui é assim: uma rua tem luz acesa, a outra não. A gente paga taxa de iluminação pública, mas não vê para onde vai esse dinheiro'', reclama o operador de moenda Alessandro Eduardo Santos, 22 anos. A desempregada Débora Farias, 18, segura a última fatura da Companhia e também se revolta: ''De R$ 52 gastos, mais de 10% são só dessa taxa. É um roubo, sendo que tive amiga que sofreu até tentativa de estupro na vizinhança'', disse.
Segundo o superintendente de distribuição da região Norte, Roberley Henry Savariego, o parcelamento da dívida do município em 60 meses, renegociado semana passada, já foi acertado. ''Cogitava-se até cortar a energia de áreas públicas, mas a manutenção será retomada imdiatamente'', garante. Segundo o prefeito, a dívida se agravou nos dois últimos anos, quando boa parte da população teria pedido à Copel que tirasse da fatura a cobrança da taxa de iluminação pública.





