Os motoristas que trafegam pelas principais ruas de Londrina são praticamente unânimes quando questionados sobre o que acham do trânsito da cidade. Para a maioria daqueles que vão para trás dos volantes ou pilotam motocicletas, dirigir em Londrina não está nada fácil.
''Imprudência, negligência e imperícia são as maiores causas de acidentes. Quem dirige tem que se lembrar que o veículo é um meio de locomoção e não de poder. Tem gente que, quando está na condição de pedestre é um doce, mas quando vai para atrás do volante se torna agressivo. É preciso lembrar que vale mais chegar um pouquinho atrasado do que não chegar'', destaca o soldado Paulo Rodrigo Gazzola Monteiro, que faz palestra hoje sobre direção defensiva na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) da FOLHA DE LONDRINA (leia mais nesta página).
Ao analisar os números fornecidos pela Companhia de Trânsito do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), pode se concluir que um pedaço de asfalto anda disputado na cidade: 244 mil veículos - entre eles 42 mil motocicletas - circulam em Londrina. ''Esses números ficam muito maiores se considerarmos os carros da Região Metropolitana e de outros municípios do Estado que todos os dias estão na cidade'', ressalta o soldado.
Com tantos veículos circulando em uma malha viária que não cresce no mesmo ritmo do número de automóveis, o cuidado por parte de quem dirige e a fiscalização por parte da polícia tornam-se imprenscindíveis para que as estatísticas de acidentes não sejam catastróficas.
Uma das provas disso é a redução de número de acidentes registrados na cidade no mês de agosto, quando entrou em vigor a chamada lei seca. Foram 38 feridos a menos do que no mês de julho, quando 289 pessoas ficaram feridas no trânsito londrinense. O número de mortes também reduziu: de seis em julho para duas em agosto. Segundo a PM, os números são reflexo da maior fiscalização e da intolerância ao consumo de álcool por parte dos motoristas.

mockup