Rua XV faz 25 anos e será revitalizada
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segunda-feira, 19 de maio de 1997
Da Sucursal 
O Calçadão da Rua XV de Novembro, um dos cartões-postais de Curitiba, completou ontem 25 anos. Para comemorar a data, a prefeitura está acertando os últimos detalhes do projeto Revivendo Curitiba, que vai tratar do paisagismo, da urbanização e também das correções de infra-estrutura da Rua das Flores.
Os técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) são os responsáveis pelo projeto de revitalização da XV e das ruas que cruzam o Calçadão. A primeira etapa prevê a recuperação das calçadas e do sistema de drenagem e o reforço da segurança.
O projeto inclui também a construção de um estacionamento subterrâneo na região central, bem como a adaptação dos antigos espaços do Colégio Santa Maria e do Correio Velho.
Tempo recorde - A obra de implantação do Calçadão, executada em tempo recorde - em 48 horas, do fechamento da rua à liberação do primeiro trecho ao público - deu a Curitiba o título de primeiro centro urbano no Brasil a contar com uma via exclusiva para pedestres.
No final da tarde de 19 de maio de 1972, após o expediente comercial, caminhões e trabalhadores da prefeitura invadiram a rua mais movimentada da cidade e, em poucas horas, cobriram três quadras com camadas de brita, areia e petit-pavé.
A hora e o dia (era uma sexta-feira) tinham motivos certos: após o expediente os comerciantes descontentes não teriam tempo hábil para impetrar um mandado de segurança que paralisasse a obra. Apesar dos protestos iniciais, a iniciativa da prefeitura não demorou a ganhar o apoio da população. Aos poucos, novos trechos da rua foram interditados aos carros. Hoje, cerca de mil metros separam a Praça Osório da Rua Presidente Farias
Comércio - Em 25 anos, o perfil comercial da XV mudou. Os antigos cafés, restaurantes e lojas sofisticadas deram lugar, em muitos endereços, a um comércio mais popular. Endereços tradicionais, como a Casa Crystal, com suas ferragens, cristais e artigos para presentes, e o Restaurante Tingui deram lugar, respectivamente, a um shopping popular e a uma loja de calçados. Permaneceram, porém, endereços clássicos como as livrarias Ghignone e A.G.Dantas.
Restaram os tradicionais cafés, todos concentrados na Avenida Luís Xavier, território que desde 1957 abriga a Boca Maldita, ponto de encontro de jornalistas, políticos e intelectuais.
O Calçadão também concentra um grande contingente de profissionais liberais nos seus diversos prédios. Escritórios de contabilidade, de advocacia, consultorias empresariais, clínicas médicas e odontológicas, fotógrafos, agências de turismo, alfaiatarias e prestadores de serviços diversos ocupam os conjuntos de edifícios como o Centro Comercial Ritz, o Edifício Avenida, o Edifício Tijucas, o Edifício Arthur Hauer. Eles geram uma receita da ordem de R$ 130 milhões (total do ano passado), segundo a Secretaria Municipal de Finanças.


