Enchente depois de chuva forte não é novidade para comerciantes e moradores da Rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba. ‘‘Trabalho no prédio há cinco anos e sempre foi assim em dia de chuva intensa’’, disse a zeladora Margarida Pereira de Paula Reis, do Edifício Passadema.
A zeladora afirma que sexta-feira a água invadiu o hall de entrada do edifício, as garagens e o poço do elevador. Os moradores não puderam sair de carro e os elevadores foram paralisados. ‘‘O hall do prédio ficou feito mar’’, definiu ela.
Para Margarida, os bueiros da rua deveriam ser maiores. Ela afirma que os ralos são pequenos e qualquer pedaço de papelão ou lata é suficiente para impedir a passagem da água para as galerias.
A dona de casa Marilise Takeguma, ex-moradora do Edifício Passadema, conta que se mudou do local por causa das chuvas. ‘‘Tenho filhos pequenos e quando eles voltavam da escola, às vezes tinham de passar pela rua alagada’’.
O dono da Farmácia Tozze Celli, Augusto Tozato Filho, teve de fechar o estabelecimento para impedir entrada da água. Ele conta que assim que começou a chuva fechou as portas e vedou as frestas.
A Repal, loja de equipamentos de refrigeração, também não escapou da enchente. O gerente José Storoz disse que a água atingiu alguns motores de máquinas, mas o prejuízo foi pequeno. ‘‘Só temos problema quando a chuva é forte’’, afirma.

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