Rua monitorada por câmeras de vigilância
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Cansados de conviverem com assaltos e arrombamentos, moradores da Rua Hiroko Yashimoto, no Jardim Araxá, Zona Oeste de Londrina, se uniram, criaram uma associação e buscaram um jeito de reduzir a criminalidade na rua. A solução encontrada por eles foi a instalação de câmeras de segurança que monitoram todo o espaço da via, inclusive permitindo a identificação das placas de veículos que trafegam pelo local.
Nos 150 metros de rua há 24 casas, sendo que 20 participam da associação - cada uma delas tem uma câmera de segurança apontada para a fachada. Desde setembro de 2010, quando o sistema de segurança foi instalado, os moradores passaram a conhecer a sensação de segurança. Depois do investimento, que foi de cerca de R$ 24 mil, não houve mais ocorrências policiais na rua.
O equipamento inclui as câmeras, um sistema interno de televisão e um de monitoramento via internet. De acordo com o presidente da Associação de Moradores da Rua Hiroko Yoshimoto (Amohy), Leonardo Melco Sfeir, a simples instalação das placas informando da existência das câmeras já inibe a ação dos marginais. ''Pelo circuito de televisão os próprios moradores sintonizam o canal da rua e fiscalizam a sua casa e as dos vizinhos. Temos os telefones uns dos outros e entramos em contato se identificamos algo errado'', explicou.
Conforme Sfeir, a instalação das câmeras foi considerada uma boa saída pelos moradores. ''Não tem alto custo e não envolve a contratação de funcionários, o que incluiria custos trabalhistas. Hoje a nossa despesa é com energia elétrica e internet e os valores são baixos'', explicou.
Apesar dos benefícios, a instalação do sistema não foi fácil. ''Tivemos várias dificuldades, principalmente com órgãos do setor público. São muitos detalhes, desde a compra dos equipamentos, até a distribuição dos cabos. Além disso, a maioria das empresas da cidade não tem experiência neste tipo de serviço e não quis se responsabilizar pela instalação'', explicou.
Tranquilidade
Para o presidente da associação, a tranquilidade proporcionada pela iniciativa não tem preço. ''Conseguimos monitorar a casa até mesmo quando estamos em viagem'', destacou. Ele acrescentou que a segurança foi apenas um dos benefícios desta ação. ''Houve uma aproximação dos moradores, que se tornaram uma grande família. Há uma turma de caminhada, um grupo de oração e outro de casais que se reúnem periodicamente para cozinhar. Isso não existia antes da criação da Amohy. Estamos vivendo uma vida de condomínio'', lembrou.
O comerciante Americo Kawakami destaca que todos estão mais sossegados. ''Não é certo gastarmos o dinheiro que é responsabilidade do poder público, mas não teve outro jeito, estávamos tendo problemas direto. Pelo menos deu um bom resultado'', disse. Ele explicou que além das câmeras na rua, ele instalou cerca elétrica e mantém um seguro residencial.
Outro morador da via é João Vitor de Araujo Buba. O comerciante achou interessante quando a comunidade começou a se organizar em prol da segurança. ''Após a instalação do sistema percebemos que diminuiu até a passagem de carros.'' Para ele, um dos principais benefícios é a divisão de responsabilidades com os vizinhos. ''Temos os telefones uns dos outros e todos ajudam na vigilância''.


