NOVO E INCOMPLETO Rua esburacada revolta moradores Mário CesarAltina Vicente passa pela rua cheia de valetas quando leva crianças à escola: ‘‘É uma tristeza’’ Lúcio Horta De Londrina Moradores do recém-criado Jardim Continental, na zona norte de Londrina, estão reclamando de algumas valetas que foram abertas próximas à Rua Jubelino Barbosa Cabral. Em apenas um quarteirão, são 11 buracos, feitos para a passagem da tubulação de água pluvial. Além das valetas, a grama de alguns terrenos sem construção já invadiu a calçada e ameaça avançar sobre a via. Mas o problema maior, segundo os moradores, é em dia de chuva, quando o barro toma conta de tudo. ‘‘Logo que fizeram o asfalto já começaram a recortar. E teve época que era pior, quando nem pedestre conseguia passar. Era valeta a céu aberto. Isso já está assim há quase um ano e ninguém toma providência’’, reclama Aparecida Maria, dona de um mercado bem próximo dos buracos. ‘‘Já liguei para a construtora várias vezes, eles falam que vão tomar providência mas não fazem nada. Só jogam terra e pedra nos buracos’’, acrescenta. Altina Vicente mora no Conjunto Tocantins, próximo do Continental, mas passa diariamente pela via onde estão as valetas para levar a filha Amanda à escola. ‘‘Atrapalha demais, é uma tristeza. Se não tinha intenção de arrumar, era melhor nem abrir o buraco’’, lamenta. Marcus Vinícius Pereira, responsável pela administração do loteamento, informou à Folha que a rua onde foram abertos os buracos não existe oficialmente. Segundo ele, a Prefeitura de Londrina asfaltou aquele pedaço de terra antes de aprovar o projeto do loteamento, para facilitar o trânsito de moradores. ‘‘Mas a rua hoje está passando no meio de três terrenos e terá que ser tirada de lá.’’ O responsável acrescentou que o loteamento foi aprovado em dezembro de 1998 e, a partir desta data, a loteadora tem dois anos para concluir todas as obras previstas. Por isso, até o final do ano a rua deverá deixar de existir. ‘‘Entre este mês e abril já devemos começar a refazer o asfalto. Enquanto isso, os moradores devem ter um pouco de paciência.’’

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