Apesar de ser uma das primeiras vias do bairro, a Rua Euclides Machado é pouco conhecida no Conjunto Milton Gavetti pelo seu nome real. Mas basta perguntar pela Rua da Polenta que todos sabem informar onde ela fica.
''A rua ficou com esse apelido porque uma das primeiras moradoras do bairro era muito pobre e tinha cinco filhos. Como não tinha dinheiro para alimentar os filhos com arroz e feijão, todos os dias ela deixava uma panela de polenta para as crianças comerem durante o dia. Os filhos dela viviam comendo pedaços de polenta pela rua e ela ficou com esse apelido até hoje'', contou o chaveiro Oscar Bomba, que se mudou para o Milton Gavetti há 15 anos e utiliza o apelido da rua para facilitar a localização de seu comércio.
Um dos mais antigos moradores conjunto Milton Gavetti diz que se assustou com a falta de infraestrutura do bairro quando se mudou para lá. ''Eu morava no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste) e trabalhava como caminhoneiro. Um dia eu voltei de uma viagem e, quando cheguei na antiga casa, havia outros moradores lá. Um vizinho então me informou que eu havia sido sorteado com uma casa da Cohab e minha família havia se mudado para cá'', lembrou o motorista Gonçalo Vitorino.
Ele contou que isso aconteceu logo após a inauguração do bairro, em 1978. ''Nessa época não havia asfalto, energia elétrica e nem água encanada. Durante anos a gente teve que buscar água em uma mina próxima ao Lago Norte para beber, tomar banho e cozinhar. Também convivemos com muito barro e tinhamos que andar mais de um quilômetro até o ponto de ônibus ou para ir ao mercado'', afirmou.
De acordo com ele, hoje em dia a realidade é bem diferente. ''Hoje em dia a gente tem farmácia e mercado praticamente na porta de casa. O conjunto é muito bom e não sinto vontade de morar em outro lugar'', enfatizou Vitorino. (M.R.)

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