Da Sucursal

Marcelo AlmeidaA nova Rua da Cidadania da Matriz, na Praça Ruy Barbosa: mensalidadesVendedores ambulantes e artesãos da praça Ruy Barbosa estão receosos com a sua mudança para a Rua da Cidadania da Matriz, que será inaugurada na próxima quinta-feira. Os comerciantes acreditam que a mudança para um local fechado vai prejudicar o movimento e as vendas de mercadorias.
‘‘A maioria das pessoas só compra porque está atravessando a praça. Acho que o movimento vai cair muito’’, diz a artesã Nilva Lopes, que trabalha há 22 anos como feirante. Ela reclama do pouco espaço que vai ter na Rua da Cidadania - sua barraca vai passar de 8 para 2,25 metros quadrados.
As cotas de manutenção, conservação e limpeza também são criticadas pelos vendedores. Mensalmente, cada um terá que pagar uma taxa de R$ 100,00. Quem faltar dois dias ao trabalho recebe uma advertência e tem que pagar R$ 20,00. Quem atrasar duas vezes, paga R$ 15. Hoje, eles pagam R$ 50,00 por ano para ter uma barraca de 4 metros quadrados na praça.
Nessa quarta-feira, o prefeito Cassio Taniguchi esteve na Ruy Barbosa e garantiu aos feirantes que vão ser realizados campanhas e eventos para atrair público ao interior da Rua da Cidadania. Mas os comerciantes reivindicam uma divulgação permanente do local.
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‘‘Estamos preocupados com o futuro. Nos primeiros dias o movimento de curiosos vai ser grande mas, e depois? Queremos saber se essas novas idéias vão matar a fome dos meus cinco filhos’’, comenta a vendedora de bolsas Iara Steenbock, que tem como única fonte de renda da família a venda das mercadorias.
Em relação aos ambulantes irregulares que vendem mercadorias contrabandeadas na praça, os feirantes acreditam que o problema pode melhorar, mas que não deve ser solucionado. ‘‘Com o desemprego, as pessoas que trabalham com contrabando deve aumentar’’, avalia James Dean Bento.

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