RU reabre hoje e com o preço antigo de R$ 0,80
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
O Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que funciona ao lado da Reitoria, no centro de Curitiba, será reaberto hoje. O RU estava fechado desde quinta-feira, quando os dirigentes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) começaram uma série de protestos contra o aumento de R$ 0,80 para R$ 1,30 no preço da refeição para os alunos nos três restaurantes da universidade.
Os estudantes afirmam que o reajuste é irregular porque foi definido durante as férias de julho, sem que o DCE fosse consultado e sem o aval do Conselho de Planejamento Administrativo (Coplad).
Hoje pela manhã, o reitor da UFPR, Carlos Antunes dos Santos, vai solicitar ao Coplad que aceite as reivindicações dos universitários: congelamento do preço da refeição em R$ 0,80 por quinze dias (os estudantes queriam prazo de um mês), auditoria nas contas do RU e que os alunos que participaram das manifestações não sejam punidos.
Na tarde de terça-feira os manifestantes ocuparam a sala do Conselho Universitário, no prédio da reitoria, e, alguns deles, dormiram no local. Não concordei com a invasão, mas tenho certeza que o Coplad vai compreender a situação dos estudantes e acatar estes pedidos, disse Antunes. A sala do Conselho foi desocupada assim que o reitor anunciou a decisão de reabrir o RU.
Em quinze dias uma comissão formada por representantes do DCE e do Coplad deve apresentar uma nova planilha de custos para que seja definido o preço da refeição. Antunes também assumiu um compromisso público com os universitários para manter os restaurantes abertos e com preços subsidiados.
O presidente do DCE, Jeferson Choma, considerou uma vitória dos estudantes a reabertura do RU central. Foi um avanço nas negociações e, por isso, vamos manter a mobilização para exigir que o Coplad aprove a decisão do reitor, afirmou Choma. Desde segunda-feira, os dirigentes do DCE estavam distribuindo cachorros-quentes para os universitários impedidos de usar o RU. Nos seis dias em que o restaurante não funcionou mais de sete mil refeições deixaram de ser servidas.





