Candidatos a aventureiros, desempregados e estudantes com fluência em inglês e 2º grau completo terão em fevereiro uma terceira oportunidade para participar do recrutamento para as vagas oferecidas nos navios de turismo da Royal Caribbean. No último recrutamento, realizado há dez dias, foram selecionados 60 dos 90 candidatos inscritos.
Curitiba foi a cidade escolhida para sediar o recrutamento. A pré-seleção é feita pelo Centro Europeu - escola de línguas e de hotelaria de Curitiba. Já foram feitas duas seleções. A primeira, em agosto, convocou 42 candidatos. Concorreram 80 pessoas.
O diretor do Centro Europeu, José Ost, diz que são oferecidas vagas nas áreas de atendimento ao público, alimentação, lazer e bar. O salário de um garçom, segundo ele, pode chegar até R$ 3 mil por mês, incluindo salário fixo e gorjetas.
O contrato entre a empresa e o funcionáario dura seis meses, período em que o funcionário passa no navio. ‘‘Só que dificilmente o navio fica 24 horas em alto mar. Há paradas para passeios em terra e a tripulação também pode sair’’, explica o diretor.
Os convocados pagam a primeira passagem (cerca de R$ 800,00), parte dos exames médicos e fazem um depósito de R$ 300,00. Ost afirma que um garçom trabalha diariamente sete horas nos sete dias da semana. ‘‘Eles acumulam horas que depois são negociadas em folgas’’.
Embora a Royal Caribbean seja um empresa norueguesa, os navios têm bandeira das Bahamas. Assim, usam a legislação trabalhista das Brahamas na contratação dos funcionários, o que permite que os mesmos trabalhem sete dias sem descanso, revela Ost.
O advogado Wilson Andersen Ballão, especialista em direito internacional, diz que Bahamas é um dos países de bandeira de conveniência - que não assinaram a convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT). ‘‘Não há, então, as garantias sociais e benefícios das leis trabalhistas’’, ressalta.
Segundo Ost, a Royal Caribbean recruta funcionários no Chile, Ásia e Europa. Este é o primeiro ano que funcionários brasileiros participam da seleção. ‘‘A empresa resolveu escolher o País porque os brasileiros têm a cordialidade dos latinos e aparência européia’’, afirmou.
Apesar dos motivos que levaram a Royal Caribbean a escolher o Brasil, Ost destaca que a empresa tem funcionários negros e descendentes de orientais. Segundo ele, na última seleção em Curitiba não houve candidatos negros.

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