O roubo de cargas aumenta o custo das empresas transportadoras e, por consequência, onera o preço dos produtos comercializados aos consumidores finais. A opinião é de Fernando Klein Nunes, presidente do Sindicato das Transportadoras de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar). ''Esses assaltos geram um custo absurdo'', reclamou.
Segundo ele, para se proteger as empresas investem em uma estrutura sofisticada que inclui escolta e rastreamento dos caminhões. ''Além disso, o seguro é muito caro. Algumas companhias sequer seguram determinadas cargas, como por exemplo medicamentos e eletroeletrônicos'', revelou.
Nunes informou que, de acordo com dados estatísticos das Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas do Paraná, o roubo de cargas no Estado, até maio deste ano, já superava o total registrado em 2003. Foram 61 casos registrados no primeiro quadrimestre. Em 2003, foram 44 cargas roubadas. Ano passado, a estatística aponta 160 casos.
O presidente do sindicato afirmou que o setor espera algumas providências, por parte do poder público, para minimizar os prejuízos das empresas. A primeira ação reivindicada seria a melhoria da estrutura da delegacia de roubo de cargas. ''São apenas seis agentes para investigar o Paraná inteiro. As investigações são demoradas e complexas. É muito pouca gente'', avaliou.
Outra necessidade apontada por Nunes é uma atuação mais repressiva por parte da Polícia Rodoviária. Para ele, os policiais precisam fiscalizar a documentação dos caminhões e as cargas transportadas para confrontar com casos de roubo. ''O alerta vem pela internet, basta que fiscalizem'', opinou. Por fim, ele pede atuação repressiva também por parte das receitas Estadual e Federal, através da fiscalização de distribuidoras e atacadistas. ''Só existe roubo de cargas porque existe mercado'', afirmou. (C.A.)

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