Roubo de computador aumenta em Cascavel
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de agosto de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Empresas que utilizam ou revendem equipamentos de informática têm sido alvo de roubos em Cascavel. A Associação Comercial e Industrial (Acic) já alertou por escrito a Polícia Civil para a existência de ladrões e receptadores especializados, que vendem computadores inteiros ou desmanchados. O assunto também tem motivado preocupações da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que procurou a polícia para pedir investigações.
Os roubos também ocorrem em escolas. O colégio do bairro 14 de Novembro, na zona norte da cidade, foi invadido por dois homens armados com revólveres e encapuzados. Eles renderam o vigia e usaram pé-de-cabra para arrebentar as portas de duas salas, levando dois computadores. Também levaram o carro do vigia, abandonado mais tarde, o que demonstra a preferência pelos computadores, de colocação mais fácil no mercado.
O coordenador do Núcleo de Informática da Acic, Cezar Luiz Bernardon, empresário de software (programas), constata que o setor é o novo alvo dos roubos, pois se tornou mais interessante roubar computador que outros eletrônicos de uso comercial ou residencial porque o valor é maior e a procura é grande. Para empresas vítimas de roubo, o valor do hardware (equipamento) pode ser inexpressivo se comparado com o prejuízo da perda de programas.
Para Bernardon, muitas empresas têm sua vida inserida no software e geralmente os ladrões levam junto os disquetes. A Acic tentou mas não conseguiu obter da Polícia Civil o relatório de roubos nos últimos meses, mas Bernardon acha que é altamente expressivo, atingindo todos os tipos de empresas, inclusive clínicas médicas, revendedoras de equipamentos e particulares. São 100 lojas do ramo na cidade.
O delegado-chefe da 15ª SDP, Haroldo Davison, reconheceu que, por enquanto, a polícia não tem obtido sucesso nas investigações sobre um possível esquema de roubo e receptação. Outro problema é a grande desestruturação do quadro de investigadores, o que tem dificultado a designação de grupo específico para manter diligências específicas.


