Roubo de cavalo preocupa favela
Israel Reinstein
De Curitiba
Os carrinheiros da favela do Parolin, em Curitiba, estão preocupados com o aumento do furto de cavalos no bairro. Nos últimos três meses, o 2º Distrito Policial registrou o desaparecimento de cinco animais, que eram usados na coleta de papel. Por causa disso, os catadores estão usado cadeados e cabos de aço para evitar novos roubos. Mas nem assim protegidos, a gente dorme tranquilo, diz o carrinheiro David da Silva Bassano.
Bassano conta que há três meses levaram a sua égua Catica, que estava presa na porta de sua casa. Os ladrões venderam meu animal na Vila das Torres e só consegui retomar depois de pagar um pedágio, afirma. O carrinheiro gastou R$ 30,00 para reaver seu cavalo, adquirido por R$ 1 mil. Os roubos são frequentes e a gente está meio assustado com os bandidos, afirma Luiz Carlos Alves.
Alves diz que vários de seus colegas já tiveram seus cavalos roubados ou sequestrados. A situação é complicada e a polícia ainda não resolveu nada, afirma. No entanto, a polícia já abriu um inquérito para tentar descobrir quem são os assaltantes.
No 2º Distrito Policial, trabalha-se com duas hipóteses sobre os furtos de animais. De acordo com o delegado Celso Neves, os cavalos podem estar servindo de moedas para a compra de drogas. Em média, um animal custa em torno de R$ 500,00 a R$ 1 mil, valores suficientes para compra de cerca de 15 a 30 pedras de crack.
Outra possibilidade investigada pela polícia é que os animais foram levados por carrinheiros de outra região da cidade. Por enquanto, ainda não se têm pistas que apontem nesse sentido, afirma o delegado. Por enquanto, nenhum dos animais furtados foi recuperado pelos policiais. Sem cavalo, a gente precisa fazer cinco viagens para conseguir juntar o mesmo que duas viagens de cavalo, reclama David Bassano. Por isso, é importante que a polícia encontre os animais, para gente não ter que trabalhar dobrado.





