Um comparativo entre os períodos compreendidos entre maio de 2007 e abril de 2008 e entre maio de 2008 e abril de 2009 revela que houve um aumento de 8,99% no número de reclamações de sinistro por roubos e furtos de veículos no Paraná.
Segundo números de mercado, utilizados para o cálculo atuarial que define o custo das apólices, cerca de 18.826 seguros foram acionados durante 2008 e 2009. De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Seguro Privado, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização no Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindseg), Ramiro Fernandes Dias, esse aumento pode repercurtir em uma alta de 5% nos custos de seguros de automóveis no Estado.
"O impacto das indenizações certamente reflete nos custos", observou Dias. O reajuste não será imediato. Deverá ser aplicado nos próximos meses, quando as seguradoras calcularão o impacto do pagamento das indenizações nesse período.
Segundo Dias, trata-se de um aumento significativo em um universo onde existem cerca de 4,6 milhões de carros, dos quais 22% são segurados. O custo dos seguros automotivos é formado pelo cálculo atuarial que considera incêndios, colisões e roubos/furtos, sendo que os últimos correspondem a 60% do total de sinistros.
Proporcionalmente, a cidade onde está a maior frequência de roubos de veículos é Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana), onde foram roubados quatro carros durante o mês de abril de 2009. O número pode parecer pequeno, mas é representativo em uma frota de apenas 2.492 veículos. No total de roubos, Curitiba é a campeã, concentrando 39,78% de todas as ocorrências do Estado no período, seguida por Londrina, com 13,68%.
A Secretaria de Segurança do Pública do Estado (Sesp) não disponibilizou para a reportagem da FOLHA os dados sobre estas ocorrências durante os meses de 2009. O delegado titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, Itiro Hashitani, afirmou desconhecer qualquer variação desse porte no número de ocorrências. Apesar de o aumento no número de sinistros acionados poder sugerir um aumento total nos roubos de carro, Ramiro Dias explica que os carros segurados normalmente são mais novos, o que acaba despertando mais interesse dos criminosos do que os não-segurados.

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