Roubo de carros cresce 230% por causa de greve
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de abril de 1997
Lorena Aubrift Klenk 
Da Sucursal
A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba informou ontem que registrou 86 queixas durante a greve da Polícia Civil. O número representa um aumento de 230% em relação à média de furtos e roubos de veículos num período equivalente, de cerca de 48 horas.
Segundo o delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura, foram furtados 52 veículos durante o primeiro plantão realizado na greve e mais 34 no segundo plantão. A média diária de furtos de carros na cidade é de 13 casos.
O delegado disse que vários desses veículos já foram recuperados, mas não informou o número preciso. Segundo ele, a maioria foi encontrada por policiais militares e, contrariando as normas legais, entregue pela própria PM aos proprietários. Carros furtados e recuperados só devem ser devolvidos aos donos pela autoridade policial, após baixa no boletim de ocorrência. Isso está sendo aceito excepcionalmente, em função da greve, disse.
O balanço de ocorrências da PM confirma um aumento no número de carros recuperados. Foram sete, entre zero hora de quinta-feira e zero hora de ontem. A média normal é de 23 carros recuperados pela PM num mês, o que dá menos de um por dia.
O delegado anunciou que ontem, às 18h30, iniciaria uma operação especial para conter os furtos de veículos: O objetivo é retomar a normalidade, baixando o número de furtos para a média.
Cartaxo acredita que a polícia vai recuperar a maior parte dos carros furtados durante a greve, superando a média de recuperação, que é de 60%. A previsão é baseada numa análise do que ele chama de mercado de furtados: O mercado tem o tamanho da média de furtos e não tem condições de assimilar tantos carros num prazo tão pequeno.
Segundo o delegado, o aumento nos furtos não ocorreu em áreas determinadas da cidade, mas foi generalizado. Os carros mais visados foram os de sempre: Gol, Santana, Tipo e Uno.


