Viajar para a praia durante um feriadão já é quase um trauma para o psicólogo e professor de inglês Gustavo Scapulatempo Strobel, de 25 anos. No ano passado, ele demorou 12 horas para percorrer os 230 quilômetros que separam Balneário Camboriú de Curitiba.
‘‘Peguei quatro horas de estrada para chegar de Camboriú até a serra e fiquei mais quatro horas parado por causa de um acidente. Depois disso, o carro pifou e tive que acionar o seguro e chamar um guincho para ir até Curitiba. Para completar, tive que discutir com o cara do guincho, que queria levar o carro até Paranaguá, alegando que seria a cidade mais próxima’’, conta ele.
Depois dessa homérica aventura, Gustavo praticamente não viajou mais em feriados e prefere ir para a praia no inverno. ‘‘Trabalho a semana inteira e quero sossego no fim-de-semana. Em alguns casos, é melhor ficar descansando em Curitiba’’, observa.
Para o psicólogo, além do tráfego na estrada, passar um feriado em Camboriú é um dos mais típicos programas de índio. ‘‘Depois das filas de carro na viagem, você encontra congestionamento nas ruas, nos calçadões e até na praia - só falta ter que pedir senha para conseguir um lugar na areia’’, comenta.
Como a família dele tem um apartamento na praia, às vezes não resta outra opção. ‘‘No Natal ou Ano Novo, quando todos os parentes querem viajar para lá, não tenho escapatória e o jeito é ter muita paciência.’’ (G.P.)

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